Um carro bateu esta quarta-feira nos portões que dão acesso escritório da chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, horas antes de a responsável discutir a extensão do bloqueio imposto devido à pandemia do novo coronavírus, avança a agência ‘Reuters’.
Segundo a agência de notícias, a polícia deslocou-se ao local para determinar as circunstâncias em que tudo aconteceu e inspecionar a carrinha de marca Volkswagen, que tinha estampadas mensagens de protesto, como «parem com as políticas de globalização», ou «seus malditos assassinos de crianças e idosos».
#Berlin #Germany
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EYE-WITNESS reports of car crashing into the gates of the German Chancellery in Berlin; office of Kanzlerin Angela Merkel.📷: HK (unconfirmed if the scene – original states it is) https://t.co/jvbblFARlY pic.twitter.com/VenJ6LcdIv
— Shane B. Murphy (@shanermurph) November 25, 2020
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Não houve relatos imediatos de vítimas e ainda não se sabe se Merkel estava dentro do edifício. Dezenas de agentes policiais e um carro de bombeiros foram chamados ao local. O motorista, «um homem de meia-idade», foi levado numa cadeira de rodas, segundo a ‘Reuters’.
«Estamos a tentar determinar se o motorista conduziu deliberadamente contra (o portão)», disse a polícia de Berlim, citada pela agência. O suspeito foi depois levado pelas autoridades.
A equipa de bombeiros posteriormente moveu o carro, que tinha uma placa do condado de Lippe, no noroeste da Alemanha, para longe do portão. A cerca e o carro pareciam praticamente intactos, revela a ‘Reuters’.
O escritório da chancelaria alemã, uma estrutura pós-modernista branca situada numa praça do prédio do Reichstag que abriga o parlamento alemão, fica bastante afastado de qualquer estrada principal.
Esta quarta-feira Merkel tem agendada uma videoconferência de líderes estaduais alemães, na qual se prevê que sejam discutidas medidas sobre a pandemia no país, nomeadamente uma extensão do bloqueio devido à crise de saúde pública, entre outras.
A Europa está em alerta máximo depois de supostos militantes islâmicos terem matado oito pessoas em Paris, Nice e Viena nas últimas semanas. Na terça-feira, a polícia suíça identificou uma mulher que esfaqueou uma vítima no pescoço numa loja de departamentos de Lugano, como uma conhecida jihadista.
Há cerca de quatro anos, um cidadão da Tunísia com ligações islâmicas roubou um camião e o dirigiu-se para um mercado de Natal em Berlim, que na altura estava cheio de gente, causando 11 vítimas mortais e ferindo dezenas de pessoas.








