Avião eléctrico a caminho? EDP e Embraer preparam voo de ensaio já em 2021

Investigar e desenvolver tecnologias de carga e armazenamento de energia em baterias para a aviação é o propósito que junta a EDP, através da EDP Brasil, e a Embraer.

Filipa Almeida

Investigar e desenvolver tecnologias de carga e armazenamento de energia em baterias para a aviação é o propósito que junta a EDP, através da EDP Brasil, e a Embraer numa parceria cujos primeiros frutos são já visíveis. Os testes de um avião eléctrico já começaram e o primeiro voo de ensaio está previsto para o próximo ano.

«Esta parceria com a Embraer no desenvolvimento do seu primeiro avião demonstrador de tecnologia de propulsão 100% eléctrica representa uma nova fronteira do nosso investimento em mobilidade eléctrica, contribuindo para posicionar o Brasil como um player de ponta neste mercado», comenta Miguel Setas, presidente da EDP Brasil.



O EMB-203 Ipanema é o avião usado como modelo de testes, sendo para já apenas um protótipo, ainda que em funcionamento. A ideia é avaliar a aplicabilidade de baterias de alta tensão no sistema de propulsão eléctrico de um avião de pequeno porte, adianta ainda a EDP em comunicado, sublinhando que este é um dos principais desafios do projecto.

A Embraer e outras empresas do sector aeronáutico estão a tentar electrificar as respectivas frotas de forma a cumprir compromissos de sustentabilidade ambiental, incluindo redução de emissões de carbono. Na fase actual, os indicadores em avaliação vão desde peso e eficiência e qualidade da energia a controlo e gestão térmica, ciclos de carregamento, descarga e segurança. Os testes em terra têm decorrido na unidade da Embraer em Botucatu, no interior de São Paulo, ao passo que o primeiro voo deverá partir da unidade em Gavião Peixoto, também neste estado brasileiro.

«O histórico de realização de parcerias estratégicas através de mecanismos ágeis de cooperação faz da Embraer uma das empresas brasileiras que mais estimula redes globais de conhecimento que permitem um significativo aumento de competitividade do país», garante Luís Carlos Affonso, vice-presidente de Engenharia e Estratégia Corporativa.

Segundo o responsável, «é uma satisfação poder contar agora também com a EDP nessa frente de pesquisa científica para a construção de um futuro sustentável».

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