“Primeiras autorizações para as vacinas podem vir durante o mês de dezembro”, diz Costa

Bruxelas pode emitir as primeiras autorizações para as vacinas contra a Covid-19 para os Estados-membros já em dezembro.

Sónia Bexiga

O primeiro-ministro António Costa anunciou, esta quinta-feira, no final da Cimeira Europeia, na qual participou por videoconferência, que durante o próximo mês de dezembro, Bruxelas pode emitir as primeiras autorizações para as vacinas contra a Covid-19 para os Estados-membros.

“A presidente da Comissão informou que há uma visão otimista por parte da Agência Europeia do Medicamento, de que durante o mês de dezembro, poderá conceder as primeiras autorizações condicionais para as vacinas”

Segundo esclareceu o governante, no que diz respeito ao programa de vacinação, a Comissão Europeia “confirmou já ter, neste momento, assinado quatro contratos”: com a AstraZeneca, a Sanofi, a Johnson&Johnson e a Pzifer. Há ainda negociação com a Moderna e outras duas empresas.

Quanto à distribuição das vacinas, Costa acrescentou ainda que estas “serão distribuídas de acordo com uma grelha definida pela Comissão Europeia, tendo em conta a população de cada Estado-Membro” e serão “distribuídas simultaneamente a todos os Estados-Membros e nas mesmas condições”. 

No caso de Portugal segundo António Costa, “relativamente a três das vacinas, já estão definidas as doses a comprar: Numa 6,9 milhões; em outra 4,6 milhões; e, na terceira, 4,5 milhões”.

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A Comissão anunciou ainda que “já 26 países se juntaram ao projeto de aquisição conjunta de testes rápidos”, num valor de mais de 100 milhões de euros.

Costa respondeu ainda os jornalistas que, a matéria das condições mais “complexas” para o armazenamento da vacina da Pfizer, é uma situação que deve ser explicada pelo presidente do Infarmed, que poderá detalhar as “operações que estão a ser desenvolvidas” para o armazenamento central e regional e as condições de transporte. “Está a ser coordenada pelo Infarmed toda essa cadeia logística”, assegurou.

No plano europeu, o Natal é também uma preocupação comum. Mas o primeiro-ministro António Costa garantiu que “não é possível antecipar totalmente as medidas que possam vigorar no Natal”.

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Costa afirmou que nesta reunião “não houve uma discussão sobre medidas em concreto” mas sim uma “preocupação geral de perante o aproximar do Natal poder haver regras comuns tendo em conta que, como é sabido, há muitas famílias que residem em pontos diversos da Europa e tendem a circular.”

“Difícil é antecipar” o que irá acontecer na época natalícia”, frisou o governante, acrescentando: “sei que o Natal é quando o Homem quiser, mas ainda faltam mais de 15 dias, portanto, infelizmente, ainda não é possível antecipar totalmente as medidas que possam vigorar nessa altura”.

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