A gigante das redes socias Twitter, sob crescente ameaça de regulamentação e à mercê de graves violações de segurança, acaba de nomear dos hackers mais conceituados do mundo para lidar com todo um cenário que comporta desde erros de engenharia à desinformação.
Esta segunda-feira, a empresa nomeou Peiter Zatko, o hacker ‘reformado’ mais conhecido como Mudge, para o cargo de chefe de segurança, dando-lhe carta branca para recomendar as necessárias mudanças na estrutura e nas práticas da plataforma. Zatko vai responder diretamente ao CEO Jack Dorsey.
Em entrevista à ‘Reuters’, Zatko afirmou que pretende examinar a “segurança da informação, integridade do site, segurança física, integridade da plataforma e engenharia”, sendo que o hacker, agora afastado dessas lides, supervisionou recentemente a segurança do unicórnio de pagamentos eletrónicos, Stripe. Anteriormente, trabalhou em projetos especiais ns Google e supervisionou a distribuição de verbas para projetos de segurança cibernética na famosa Defense Advanced Research and Projects Agency (DARPA) do Pentágono.
O Twitter enfrenta vários desafios de segurança. Há cerca de um ano atrás, o governo dos EUA acusou dois homens de espionagem, em nome da Arábia Saudita, os quais tinham trabalhado no Twitter anos antes, e que viriama ser acusados de repassar informações privadas.
Em julho, um grupo de jovens hackers obteve acesso a ferramentas internas, que lhes permitiram alterar as configurações da conta e, em seguida, tweetar a partir das contas do então candidato à presidência Joe Biden, do fundador da Microsoft Bill Gates e do presidente-executivo da Tesla, Elon Musk.
“A violação de dados este verão foi um lembrete importante de quão longe o Twitter precisa ir na construção de algumas das funções básicas de segurança necessárias para executar um serviço direcionado por adversários muito mais qualificados do que os adolescentes presos por aquele incidente”, disse Alex Stamos, um ex-chefe de segurança do Facebook e atual investigador de Stanford que ajudou a liderar esforços para combater a desinformação eleitoral.
Stamos, que já trabalhou para a consultoria de segurança da Zatko, considerou-o uma ótima opção para uma empresa sem a força financeira do Facebook e do Google. “Eles terão que encontrar soluções criativas para esses problemas, e se Mudge é famoso por alguma coisa em segurança, é por ser criativo”, reforçou.





