Portuguesas continuam a adiar a maternidade. Primeiro filho chega só depois dos 30

A idade média das mulheres ao nascimento dos filhos continua a aumentar.

Sónia Bexiga

As portuguesas têm o primeiro filho já depois dos 30 anos. E embora a tendência de adiar o nascimento do primeiro filho seja quase regra em todos os países europeus, a mulheres portugueses são mães cada vez mais tarde.

Entre 2014 e 2019 a idade média das mulheres ao nascimento de um filho (independentemente da ordem de nascimento) passou de 30,7 para 31,4 anos, valor idêntico ao registado em 2018, segundo dados do Instituto Nacional de estatística (INE), divulgados esta sexta-feira.

As estatísticas demográficas, referentes a 2019, mostram ainda que a idade média ao nascimento do primeiro filho passou de 29,2 para 29,9 anos.

Portugal registou, o ano passado, o nascimento de 86 579 nados-vivos, filhos de mães residentes em território nacional, representando um decréscimo de 0,5% em relação a 2018. Esta redução contribuiu para um ligeiro decréscimo da taxa bruta de natalidade, que passou para 8,4 nados-vivos por mil habitantes (8,5 em 2018).

Após ter registado o valor mínimo de 1,21 filhos por mulher em idade fértil em 2013, o índice sintético de fecundidade (ISF) tem vindo a recuperar ligeiramente desde 2014 (1,23), atingindo em 2019, 1,42 filhos.

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Este aumento da fecundidade resultou da variação positiva da taxa de fecundidade geral (37,94 nados-vivos por mil mulheres dos 15 aos 49 anos, que compara com 37,88 em 2018). A decomposição por idades das mulheres permite concluir que, em relação a 2018, os maiores acréscimos nas taxas de fecundidade se registaram nos grupos etários 30-34 anos e 35-39 anos.

Por região, os índices sintéticos de fecundidade mais elevados registaram-se no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa, respetivamente, 1,76 e 1,74 filhos por mulher em idade fértil. Na Região Autónoma da Madeira verificou-se o valor mais baixo para este indicador (1,15).

Em 2018, ano mais recente para o qual existem dados comparáveis disponibilizados pelo Eurostat, o ISF na UE28 foi de 1,56 filhos por mulher. O valor mais elevado pertenceu a França (1,88 filhos por mulher em idade fértil) e o mais reduzido a Malta (1,23 filhos por mulher em idade fértil). Portugal foi o oitavo país da UE28 com o ISF mais baixo.

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