O governo austríaco manifestou esta quarta-feira a intenção de permitir que os tribunais prendam os condenados por crimes relacionados com o terrorismo, enquanto forem considerados uma ameaça, sendo que podem passar a incorrer numa pena de prisão perpétua ou tempo indeterminado, avança a agência ‘Reuters’.
A medida segue-se a um tiroteio que ocorreu em Viena na semana passada, no qual um jihadista condenado, libertado mais cedo da prisão, matou quatro pessoas e foi morto a tiro pela polícia.
O atirador de 20 anos foi condenado a 22 meses por tentar ingressar no Estado Islâmico na Síria. A Áustria admitiu uma falha de inteligência na preparação para o ataque.
«Se um criminoso com problemas mentais pode ser preso para o resto da vida porque é uma ameaça, então um terrorista que representa uma ameaça também pode ser preso para o resto da vida», disse o chanceler conservador Sebastian Kurz em conferência de imprensa sobre um pacote de medidas antiterrorismo.
Kurz disse que tal medida pode tornar-se uma opção para os tribunais ao condenar os culpados por crimes jihadistas. Para aqueles que já cumpriram a sua pena, a Áustria planeia organizar um controlo mais sistemático através de marcação eletrónica.
O ataque da semana passada foi o primeiro ataque militante mortal que aconteceu na Áustria. Proporcionalmente, o país tem um número relativamente elevado de pessoas que ingressaram no Estado Islâmic, ou tencionam fazê-lo.
Kurz calculou o número de «combatentes terroristas estrangeiros» na Áustria em mais de 150, alguns dos quais se encontram presos. Para além disso, mais de 100 ainda não regressaram ao país, segundo o responsável.










