Investigação à origem da Covid-19 envolta em secretismo. EUA acusam OMS de falta de transparência

Garrett Grigsby, diretor do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, disse que os Estados membros apenas tomaram conhecimento dos termos da investigação há poucos dias.

Simone Silva

Os termos sob os quais uma equipa de especialistas liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) investiga as origens do novo coronavírus não foram negociados de forma transparente ou em conformidade com o mandato acordado pelos Estados membros, acusam os EUA, esta terça-feira.

O governo Trump acusou a agência da ONU de se «focar na China», o que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, negou repetidamente, acusando também a China de ter escondido a verdadeira dimensão do seu surto inicial, avança a ‘Reuters’.

Garrett Grigsby, diretor do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, disse à assembleia da OMS que os Estados membros apenas tomaram conhecimento dos termos de referência da investigação há poucos dias.

«Os TOR (termos de referência) não foram negociados de forma transparente com todos os estados membros da OMS. Os TOR e a própria investigação parecem incompatíveis com o mandato conferido pelos Estados membros», afirmou sem fornecer mais detalhes.

O principal especialista em emergência da OMS, Mike Ryan, já havia dado nota, a 30 de outubro passado, que a equipa de cientistas liderada pela OMS, em conjunto com os seus colegas chineses, realizaram uma primeira reunião virtual sobre investigações conjuntas no que diz respeito à origem do novo coronavírus.

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Em todo o mundo, mais de 50,91 milhões de pessoas foram infetadas e 1,26 milhões morreram, de acordo com a contagem oficial da Universidade Johns Hpkins nos, Estados Unidos.

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