Estado de Emergência: “Semanas que se seguem têm de ser de esforço para evitar dezembro agravado”, alerta Marcelo

Limitado, sem confinamentos compulsivos e preventivo. “Permite alargar o rastreio com milhares de cidadãos recorrendo a forças armadas e de segurança”.

Sónia Bexiga

O Presidente da República falou à nação, esta sexta-feira, para anunciar que tinha acabado de assinar o decreto relativo ao segundo Estado de Emergência.

A Covid-19 “conheceu neste último mês e meio uma “evolução negativa, muito rápida”, e que é preciso aprender “lições para o que não correu bem no passado”, afirmou, sublinhando a “ampla convergência” sobre a aprovação do Estado de Emergência. Uma maioria de 84% “que não se opôs”, destacou.

Limitado, sem confinamentos compulsivos e preventivo. Assim será o Estado de Emergência que vem permitir “alargar o rastreio com milhares de cidadãos recorrendo a forças armadas e de segurança”.

Certo de que as “semanas que se seguem têm de ser de esforço coletivo para evitar dezembro agravado”, Marcelo ressalvou que o mês de novembro “é mais um teste à nossa contenção, resistência que vamos viver solitários e determinados”.

Contudo, não deixou de afirmar que o desafio “não acaba neste mês de novembro nem em dezembro” e muito provavelmente nem nos primeiros meses do próximo ano, apontando ainda para a “subida inquietante” do número de internados e no número de hospitalizações nos Cuidados Intensivos.

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O Presidente deu ainda nota de que o Estado de Emergência “será reavaliado no final de novembro, na sua existência, no seu âmbito e no seu conteúdo, olhando para as exigências da pandemia“. 

“Conta o Presidente da República com cada um dos portugueses” para conter a propagação do novo coronavírus, frisou ainda.

Recorde-se que o Parlamento aprovou, esta sexta-feira, o projeto de decreto do Presidente da República que declara o Estado de Emergência em Portugal entre 9 e 23 de novembro, com os votos a favor do PS, PSD, CDS-PP e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, votos contra do PCP, do PEV e da Iniciativa Liberal e e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira. E com abstenções de Bloco de Esquerda, do PAN, do Chega .

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Tal como consta da proposta, permite “a mobilização de trabalhadores, bem como das Forças Armadas e de segurança, para o reforço das autoridades de saúde nos inquéritos epidemiológicos e de rastreio; e a possibilidade de medição de temperatura corporal, por meios não invasivos, e de imposição de testes no acesso a certos serviços e equipamentos”.

O Estado de Emergência já vigorou em Portugal durante esta pandemia, entre 19 de março e 2 de maio, com duas renovações, por um total de 45 dias.

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