De um total de 100 CEOs de empresas britânicas, três quartos ponderam mover as suas sedes, ou parte das operações, para lá das fronteiras do Reino Unido como resultado da votação a favor do Brexit. O inquérito, realizado pela KPMG, revela ainda que os gestores estão a reagir à decisão tomada pela população britânica com planos de contingência que salvaguardem as empresas.
No inquérito participaram empresas de áreas tão diferentes como fabrico e retalho e com receitas anuais que vão dos 100 milhões de libras (115 milhões de euros) a mais de mil milhões de libras (1,15 mil milhões de euros). De acordo com as respostas obtidas, 23% dos CEOs dizem estar definitivamente a considerar a hipótese de realocação e 53% diz que poderá provavelmente considerar.
Simon Collins, chairman da KMPG, explica que para os CEOs é importante planear diferentes cenários para fazer frente ao futuro.
Segundo o mesmo inquérito, os executivos mostram-se, ainda assim, optimistas relativamente a uma era pós-Brexit: 69% diz estar confiante ou muito confiante relativamente a perspectivas de crescimento para o Reino Unido no prazo de três anos.










