Lee Kun-hee, chairman da Samsung, morreu no último fim-de-semana. Aos 78 anos, o líder da tecnológica sul-coreana deixa a gigante num cenário de incerteza: segundo os analistas, a resistência da Samsung será colocada à prova, especialmente tendo em conta que os herdeiros enfrentam impostos na ordem dos milhares de milhões referentes às acções que Lee Kun-hee deixou.
De acordo com a BBC, as acções de vários dos negócios da Samsung subiram após rumores de que os herdeiros poderão ser forçados a vender activos de forma a pagar os impostos decorrentes da morte do chairman da empresa. O filho Lee Jae-yong, que está à frente da Samsung desde 2014 e que já foi acusado duas vezes de fraude, é um dos afectados.
A mesma publicação indica que os impostos de herança da Coreia do Sul estão entre os mais elevados em todo o Mundo, com a taxa a chegar aos 50%. Caso a pessoa que morreu tivesse uma participação maioritária numa empresa, os impostos podem subir até aos 60%. No Reino Unido, por exemplo, não vão além dos 40%.
Lee Kun-hee era o homem mais rico da Coreia do Sul, com uma fortuna de aproximadamente 21 mil milhões de dólares. Assumiu a liderança da Samsung em 1987, tendo sido responsável pela transição da empresa de frabricante de componentes electrónicos para multinacional tecnológica.














