‘Liga Nacional’. Dissidentes do Chega querem formar um novo e já recolhem assinaturas

Um grupo de dissidentes que foram saindo do Chega decidiram agora juntar-se e criar um novo partido: a Liga Nacional, de acordo com a ‘Sábado’, que adianta que a apresentação aconteceu no fim de semana.

Revista de Imprensa

Um grupo de dissidentes que foram saindo do Chega ao longo dos últimos tempos decidiram agora juntar-se e criar um novo partido: o Liga Nacional.

De acordo com a ‘Sábado’, a apresentação deste projeto aconteceu no passado fim de semana no BBeach Oeiras Club, com os seus promotores a darem conta da intenção de recolher assinaturas para formar um partido de «nacionalismo liberal.

O Chega foi criado por André Ventura em 2019, tendo como principio base o «nacionalismo liberal, democrático, conservador e personalista, assente nos princípios da democracia, da economia liberal e da soberania da nação portuguesa».

Desde então, o partido foi sofrendo alterações que ditaram o afastamento de alguns dos seus membros, levando mesmo à demissão de Pedro Perestrello, um dos seus fundadores, que acusou o vice-presidente do Chega, Nuno Afonso, de ilegalidades, sendo então o primeiro a sair.

A Perestrello seguiram-se outros e sempre por divergências com os valores defendidos pelo partido e por criticas ao próprio líder, nomeadamente o ex-líder do Chega Madeira, Miguel Tristão o ex-líder do núcleo de Loulé do partido, Rui Curado, o ex-líder da concelhia da Maia do Chega, Jorge Malheiro e outros como Jorge Ângelo, Ana Moreira e Victor Silva.

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A publicação avança ainda que este grupo de dissidentes marcou presença na apresentação do novo partido, mas também de alguns atuais membros do Chega que «pensam em sair» do partido, bem como o ex-Chega Nuno Cardoso, líder do movimento de extrema-direita Resistência Nacional (RN), envolvido recentemente nas ameaças de morte e atos de racismo a deputadas.

Segundo afirmou Perestrello, «qualquer pessoa que queira contribuir para a divulgação e desenvolvimento da Liga Nacional e do nacionalismo liberal é bem vinda. Enquanto membro da Liga Nacional terá sempre a obrigação de defender esta ideologia e apenas esta».

«Enquanto isso acontecer não haverá discriminação independentemente do passado de cada um, é-nos completamente indiferente que uma pessoa tenha passado pelo NOS ou pelo PCP, todos temos um passado. Apenas avaliamos o ‘daqui para a frente’, quem defender uma política diferente do nacionalismo liberal será convidado a sair», acrescentou.

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