Setembro será um momento de reencontro, de começar um novo ano lectivo e, ao mesmo tempo, manter a vida no campus face à nova realidade que o COVID-19 impulsionou. A partir deste momento, as escolas de negócio vão enfrentar vários desafios no âmbito dos MBA, pós-graduações e formação de executivos. Para o ISEG é fundamental, antes de mais, assegurar que toda a comunidade que participa no campus viva um ambiente de segurança. «A confiança é, ainda mais nesta fase, um valor fundamental e prioritário que queremos que os nossos professores, alunos e colaboradores sintam em todos os momentos de contacto que têm connosco. Para isso, desenvolvemos um cuidadoso conjunto de medidas, devidamente certificadas pela APCER, com o selo safe COVID.»
Todos os programas decorrerão em formato presencial, com a respectiva distância de segurança e cuidados em áreas comuns, bem como nos momentos de coffee-break, cujo serviço foi adaptado a esta nova realidade. Embora o inspirador campus do ISEG se tenha preparado para receber e realizar os programas em formato presencial, está também assegurada a possibilidade de transmitir as aulas em live streaming, aos participantes que ocasionalmente não possam estar presentes. Paralelamente a esta nova realidade, a instituição continua empenhada em proporcionar uma experiência de excelência, aprendizagem num ambiente exigente e rigoroso, como já é apanágio do ISEG, mas ao mesmo tempo desafiante e inovador para os alunos e executivos que nos procuram.
Sobre o que esta nova realidade trará ao nível de novos modelos de ensino, o ISEG explica que o blended é um modelo que tem muitas vantagens e que já está implementado, no programa executivo que irão lançar em Janeiro “Transforming Customer Experience – Como Criar Clientes Apaixonados”, além de outros que estarão no mercado a breve trecho.
No entanto, no que se refere ao 100% online, têm dúvidas que seja o futuro. «O caminho deverá ser a complementaridade e combinação de diferentes formatos consoantes as necessidades de formação, motivação dos alunos, bem como os próprios objectivos de aprendizagem e output que se pretende para cada solução de formação. Os executivos olham para a formação como um momento de aprendizagem e de troca de experiências e networking, dimensão que se torna menos viável com o formato online. Por esse motivo, acreditamos que o presencial continuará a ser o modelo preferencial, mas com uma conquista de espaço considerável pelo blended, pois permite conjugar o momento de networking com uma experiência de formação mais adaptada à vida profissional e pessoal dos participantes.»
Transformações
O momento actual foi, sem margem para dúvidas, um acelerador de transformações. No entanto, o portefólio, para uma escola que ambiciona estar sempre no top of mind dos executivos, empresas e organizações, como é o caso do ISEG, necessita ser reavaliado e repensado a cada ano, à luz do que é a evolução do mercado, das necessidades das empresas e dos seus profissionais. «Valorizamos muito as reuniões que realizamos com empresas e candidatos, além do benchmark, pois permite-nos estar sempre a par do que o mercado necessita e evoluirmos ao mesmo ritmo que ele, ou muitas vezes antes dele, antecipando tendências e necessidades, ajudando as empresas e organizações e os seus profissionais a melhorarem a sua performance individual e da organização. Nessa óptica, proporcionar aos participantes novas ferramentas metodológicas práticas que os ajude a alcançar esses objectivos.»
Liderança
Apesar do feedback positivo dos alunos da formação executiva, reconhecendo qualidade ao ensino online este não é o formato de eleição deste público. De acordo com os responsáveis do ISEG, a partilha de experiências e networking são muito valorizados por executivos, que vêm na formação um reforço de competências, mas também um momento de inspiração e relacionamento, que é difícil de alcançar no online. «O contacto humano, mesmo com a pandemia, é muito valorizado.» No momento actual, em que os gestores têm de gerir paradoxos e elevados contextos de diversidade, as soft skills, mais do que nunca, estão no roadmap dos profissionais e organizações. A capacidade de liderar e gerir em ambientes de muita complexidade, gerir equipas remotas e virtuais através de uma liderança resiliente e aspiracional, gerir em ambiente de incerteza e de rápida mudança são competências cruciais no actual contexto. No entanto, também as hard skills relacionadas com o digital, prospectiva e sustentabilidade são, igualmente, fundamentais para liderar organizações num processo de transformação digital, alinhado com os desafios que os novos consumidores, mais responsáveis, e mesmo a legislação, criam. «A prova disto são participantes da nova edição do MBA, com parcerias valiosas como o Instituto Superior Técnico (IST) e o World Economic Forum, e o programa executivo “Sustainable Finance: green and climate finance”, que conta com o apoio do Ministério do Ambiente e diversos docentes internacionais, com vasta experiência no sector das finanças sustentáveis.»
Em relação às prioridades para este ano ao nível da formação executiva, o ISEG atribui igual importância a cada uma das áreas, sejam elas programas customizados ou abertos. Até porque existe uma crescente procura dos profissionais a título individual por formações que ajudem a moldar e potenciar a sua carreira, mas também as organizações procuram formação, com novos formatos e temas, aos quais estão a dar resposta. «O impacto da pandemia é, naturalmente, visível. No entanto, iremos crescer este ano, o que nos dá confiança em relação ao trabalho que estamos a desenvolver e que vai ao encontro do que o mercado procura. A nossa diferenciação foca-se no que o ISEG nos proporciona, enquanto que a escola de gestão da Universidade de Lisboa, e no que são parcerias valiosas que vamos criando, quer com outras instituições de ensino como o Instituto Superior Técnico e a Universidade de São Francisco, mas também como entidades e empresas que valorizam os nossos programas, como o Ministério do Ambiente, Microsoft, Google, SHL, entre outras.»









