Carlos Ghosn quer mais incentivos para a venda de eléctricos na China

Com as vendas de automóveis eléctricos a não crescerem como esperado no mercado chinês, Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, demonstrou-se desapontado com esse facto, apelando ao governo local que aumente os incentivos para a aquisição de modelos com tecnologia eléctrica. O grupo é um dos que mais tem apostado na mobilidade sustentada com os seus veículos eléctricos, tanto da Renault, como da Nissan, com o Leaf a ser comercializado naquele território inserido na gama da marca Venucia (como e30), a qual foi criada especificamente para a China. Assim, enquanto as vendas de eléctricos não aumentarem, Ghosn não vê com bons olhos o lançamento de novos eléctricos no mercado chinês. “A questão que nos preocupa um pouco é o facto de os veículos eléctricos não estarem a crescer na China, enquanto noutros mercados têm aumentado. Os consumidores não estão a comprá-los”, referiu Ghosn em conferência de imprensa, citado pelo Automotive News. “Penso que não vamos lançar um segundo ou terceiro automóvel [eléctrico]. O nosso desafio hoje é vender este [o e30]. O principal desafio hoje é encorajar as pessoas, dar mais incentivos para que os consumidores comprem. Antes de introduzir mais carros ou mais tecnologia, temos de nos assegurar que…

Pedro Junceiro

Renault Carlos Ghosn Com as vendas de automóveis eléctricos a não crescerem como esperado no mercado chinês, Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, demonstrou-se desapontado com esse facto, apelando ao governo local que aumente os incentivos para a aquisição de modelos com tecnologia eléctrica. O grupo é um dos que mais tem apostado na mobilidade sustentada com os seus veículos eléctricos, tanto da Renault, como da Nissan, com o Leaf a ser comercializado naquele território inserido na gama da marca Venucia (como e30), a qual foi criada especificamente para a China. Assim, enquanto as vendas de eléctricos não aumentarem, Ghosn não vê com bons olhos o lançamento de novos eléctricos no mercado chinês. “A questão que nos preocupa um pouco é o facto de os veículos eléctricos não estarem a crescer na China, enquanto noutros mercados têm aumentado. Os consumidores não estão a comprá-los”, referiu Ghosn em conferência de imprensa, citado pelo Automotive News. “Penso que não vamos lançar um segundo ou terceiro automóvel [eléctrico]. O nosso desafio hoje é vender este [o e30]. O principal desafio hoje é encorajar as pessoas, dar mais incentivos para que os consumidores comprem. Antes de introduzir mais carros ou mais tecnologia, temos de nos assegurar que conseguimos vender a tecnologia que temos neste momento”, acrescentou Ghosn. No momento do seu lançamento no mercado chinês, em Setembro do ano passado, o e30 foi encarado pela Nissan como uma proposta essencial para a China, baseando as suas esperanças de sucesso no facto de poder vir a receber uma isenção em termos fiscais ao abrigo do plano do governo chinês para o desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas aos automóveis. Isto porque o Venucia e30 é produzido na fábrica da Nissan em Huadu, na província de Guangdong, facto que só assim o torna isento de impostos, na medida em que apenas os eléctricos produzidos em solo chinês podem beneficiar dessa benesse. Recorde-se que a China é um dos países onde a poluição é mais severa, mas no mês de Março, segundo dados da Associação de Fabricantes Chineses, apenas se venderam 14.122 unidades entre eléctricos e Plug-in híbridos.]]>

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