A directora geral da saúde, Graça Freitas, refere, no que diz respeito à reabertura de escolas e ao protocolo de actuação relativo ao número de casos da doença, que em Portugal as regras diferenciam-se das de França (onde três infecções determinam o fecho das escolas).
A responsável indica que «temos de ser muito focados e localizados», tendo atenção aos contactos próximos de um caso, numa «acção focada, orientada e proporcional tanto quanto possível», refere acrescentando que «devemos fechar o menos possível», do ponto de vista físico.
«A decisão de encerrar uma escola tem de ser tomada pela autoridade de saúde local, regional, ou nacional, mas não implica a interrupção do ano lectivo, implica apenas que as crianças em questão passem de um ensino presencial para outro à distância», afirma na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal.
Graça Freitas refere que esta «é apenas uma outra forma de actividade lectiva», adiantando também que as orientações nesse sentido estão a ser «ultimadas» e serão divulgadas «em breve».
Ainda relativamente às escolas e à actuação das famílias de crianças com sintomas, a responsável pede que os pais não levem a criança para a escola e liguem para a linha SNS 24, que irá determinar o procedimento a seguir.
Caso se considere que a criança é um caso suspeito, «os pais têm de avisar a escola, que por sua vez avisa a autoridades de saúde». Nessa altura, explica a directora geral, «é feito um teste à criança e uma avaliação à escola».
Recorde-se que na manhã desta sexta-feira a ‘Executive Digest’ contactou o gabinete do Ministério da Educação, que referiu que esta orientação poderá constar do «manual que está a ser ultimado por estes dias e onde vão ser detalhados todos os procedimentos».
Quando questionada sobre o caso dos outros países que já tinham protocolos estabelecidos para esta situações, referiu que «esse tipo de coisas a directora geral da Saúde já explicou que estão a ser ultimadas», acrescentando, ainda assim, que «no fundo, passará pelo que os delegados de saúde locais vão fazer conforme cada caso».







