Rui Pinto protegido por atiradores à paisana durante julgamento

O julgamento de Rui Pinto vai exigir segurança máxima, inclusive com atiradores à paisana que o vão proteger, numa operação orquestrada pela PJ, PSP e outras forças de segurança.

Revista de Imprensa

Depois de meses de espera começa esta sexta-feira o julgamento do hacker português, Rui Pinto, o chamado «julgamento do século» que vai exigir segurança máxima, inclusive com atiradores à paisana que o vão proteger, numa operação orquestrada pela PJ, PSP e outras forças de segurança, segundo o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Rui Pinto começa a ser ouvido às 9h30 e durante toda a sessão terá o acompanhamento e vigilância constantes de duas equipas do Corpo de Segurança Pessoal (CSP) da PSP, bem como de agentes à civil do Grupo de Operações Especiais (GOE) da mesma força de segurança.

De acordo com a mesma publicação foi dada ordem para que os agentes de elite atirassem caso verifiquem uma eventual ameaça à segurança de Rui Pinto. Para além disso foi pedido aos familiares do pirata informático que não se deslocassem até ao Campus da Justiça, onde apenas um grupo pequeno de pessoas próximas vai marcar presença.

Rui Pinto será escoltado em carros descaracterizados em vários pontos do percurso até que entre no Tribunal. Também aqui existem agentes da PSP à paisana com o objectivo de «despistar possíveis situações de ameaça», segundo o ‘CM’.

Devido a questões de segurança e às regras sanitárias impostas pela pandemia de covid-19 o número de jornalistas autorizados a entrar na sala é reduzido, pelo que os profissionais optaram por elaborar uma lista, mediante a ordem de chegada, que ditará a entrada.

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O primeiro jornalista inscrito na lista chegou ao Campus da Justiça às 4.30 horas para garantir um lugar na sala de audiências, onde só poderão marcar presença dez profissionais de comunicação.

Os jornalistas que não conseguirem entrar na sala poderão assistir à sessão numa sala de um outro edifício do Campus de Justiça, em sistema de videoconferência.

Recorde-se que Rui Pinto, que entrou em Portugal em Março de 2019 e esteve preso durante cerca de um ano e meio, por alegados crimes informáticos, está agora em liberdade, depois de ter sido autorizada a suspensão do seu processo num «acordo inédito» da Justiça portuguesa, em que o hacker conseguiu ser libertado como arguido e simultâneamente como testemunha protegida.

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A colaboração «essencial» de Rui Pinto foi um dos argumentos utilizados pelo director da Polícia Judiciária (PJ) e do DCIAP, para sensibilizar o tribunal que o vai julgar e amenizar a sua decisão. A informação que o hacker tem pode ser «determinante» para a Justiça, em alguns casos, desde o futebol, passando por Isabel dos Santos, até ao caso BES.

Rui Pinto começa a ser julgado a 4 de Setembro por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.

O criador da plataforma Football Leaks e responsável pelo processo Luanda Leaks, em que a Isabel dos Santos é a principal visada, está em liberdade, por decisão da juíza Margarida Alves, encontrando-se agora inserido no programa de protecção de testemunhas em local não revelado e sob protecção policial, por questões de segurança.

 

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