A farmacêutica anglo-sueca, AstraZeneca, decidiu expandir o seu acordo com a Oxford Biomedica para aumentar a produção de uma potencial vacina contra a Covid-19, numa altura em que a corrida para encontrar uma prevenção eficaz contra a doença continua, avança o ‘The Guardian’.
Com base no acordo, a empresa de terapia genética e celular com sede em Oxford disse que iria produzir dezenas de milhões de doses da potencial vacina da AstraZeneca, AZD1222, durante 18 meses, que sendo que poderia existir uma prorrogação por mais 18 meses até 2023.
A produção terá lugar nos três departamentos de manufactura da empresa, no seu novo centro, Oxbox, em Oxford. Dois deles estarão prontos para ser utilizados nos próximos dois meses, antes da data prevista. A AstraZeneca vai pagar à Oxford Biomedica 50 milhões de libras sob o acordo.
A AstraZeneca, que está a desenvolver a vacina com cientistas da Universidade de Oxford, revelou que a sua capacidade de produção global está perto de 3 mil milhões de doses.
A notícia do acordo surge depois de a farmacêutica ter anunciado, na noite de segunda-feira, que tinha iniciado os testes em estágio avançado da vacina nos Estados Unidos, onde planeia inscrever 30 mil adultos, como voluntários de um programa de testes que deve abranger até 50 mil pessoas.
A AstraZeneca, em conjunto com a empresa americana Pfizer e seu parceiro alemão BioNTech, disseram que poderiam ter dados até Outubro para garantir a aprovação dos reguladores dos EUA para o uso de emergência de seus respectivos produtos.
Na semana passada, os cientistas fizeram aumentar a esperança de que os testes da vacina Oxford possam ter reunido dados suficientes para mostrar que a mesma funciona e que é segura até ao final do ano, antes de ser submetida aos testes de reguladores do Reino Unido para aprovação.












