Julgamento de Rui Pinto no processo do Benfica mantém-se

O hacker português, Rui Pinto continua a ser julgado pelo processo imposto pelo Benfica, de acordo com confirmação do Ministério Público dada ao próprio clube.

Revista de Imprensa

O hacker português, Rui Pinto continua a ser julgado pelo processo imposto pelo Sport Lisboa e Benfica, de acordo com confirmação do Ministério Público dada ao próprio clube, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação os vermelhos e brancos já tinham questionado o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) sobre se o processo em questão continuava a vigorar ou se tinha sido suspenso, a resposta surge agora através da procuradora Vera Camacho.



O pirata informático é acusado de ter acedido indevidamente aos emails do Benfica e ter criado um blogue onde posteriormente os divulgou, visto que existem muitos indícios que apontam ter sido esta a forma mais fácil para tornar públicas as informações.

A verdade é que nem o próprio Rui Pinto negou ser o autor do blog, ou da entrada ilegal nos emails do clube. A única coisa que refere é que não foi responsável pela chegada desse conteúdo ao Futebol Cube do Porto.

Recorde-se que Rui Pinto, que entrou em Portugal em Março de 2019 e esteve preso durante cerca de um ano e meio, por alegados crimes informáticos, está agora em liberdade, depois de ter sido autorizada a suspensão do seu processo num «acordo inédito» da Justiça portuguesa, em que o hacker conseguiu ser libertado como arguido e simultâneamente como testemunha protegida.

A colaboração «essencial» de Rui Pinto foi um dos argumentos utilizados pelo director da Polícia Judiciária (PJ) e do DCIAP, para sensibilizar o tribunal que o vai julgar e amenizar a sua decisão. A informação que o hacker tem pode ser «determinante» para a Justiça, em alguns casos, desde o futebol, passando por Isabel dos Santos, até ao caso BES.

Rui Pinto começa a ser julgado a 4 de Setembro por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.

O criador da plataforma Football Leaks e responsável pelo processo Luanda Leaks, em que a Isabel dos Santos é a principal visada, está em liberdade, por decisão da juíza Margarida Alves, encontrando-se agora inserido no programa de protecção de testemunhas em local não revelado e sob protecção policial, por questões de segurança.

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