O sector da aviação é um dos mais afectados pela pandemia de COVID-19 e as companhias aéreas não são as únicas vítimas. Também as fabricantes dedicadas à aeronáutica, como é o caso da Rolls-Royce, saiu prejudicada e está a repensar a sua estratégia de modo a garantir a sobrevivência.
Segundo avança a agência Reuters, a fabricante está interessada em vender activos para angariar pelo menos dois mil milhões de libras (cerca de 2,2 mil milhões de euros). Mesmo depois de concretizada a venda, a empresa indica que continuará a analisar opções no sentido de melhorar os resultados financeiros.
A Rolls-Royce registou um prejuízo de 5,4 mil milhões de libras (6 mil milhões de euros), na primeira metade deste ano, na sequência da crise sanitária e das restrições de viagens impostas por vários países. O desempenho negativo terá levado também o director Financeiro Stephen Daintith a demitir-se.
Questionado sobre a possibilidade de avançar para a emissão de obrigações, o ainda responsável pelas finanças da Rolls-Royce, afirmou apenas que não existe uma opção em particular para a qual a empresa esteja mais inclinada: «Estamos a levar o nosso tempo, considerando com cuidado.»
No entanto, analistas da JP Morgan acreditam que a emissão de obrigações será mesmo necessária para salvar a companhia. «No nosso ponto de vista, só uma angariação de capital muito grande colocaria a Rolls-Royce em terreno seguro», referem.




