Entre o inicio de Março e 23 de Agosto de 2020, somam-se mais 5861 vítimas mortais em Portugal, das quais 1.796 têm como causa principal o novo coronavírus, o que significa que não contabilizando os óbitos pela doença viral, a soma é de mais 4.065 mortes face ao mesmo período do ano passado, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Este período corresponde precisamente à altura de incidência da Covid-19 no país e o mais curioso é que até Março, mesmo antes de surgir a doença, 2020 estava a ser o ano com menos mortalidade desde 2016, registando-se 22.937 mortes, menos 1.854 do que em 2019.
No entanto, segundo a mesma publicação, o cenário mudou com a chegada do novo coronavírus e os números da mortalidade dispararam a 24 de Março, altura em que se verificaram as primeiras 33 vítimas mortais, o que nos deixa a pensar que a doença contribuiu massivamente para este aumento.
Mas para Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, o motivo não deve restringir-se à Covid-19. «Houve ondas de calor que não costumam surgir tão cedo, doenças nas quais foram adiados exames e consultas que permitiriam diagnosticá-las, e o receio das pessoas em recorrer aos serviços de saúde, o que levou a que casos de doença aguda chegassem em estado avançado aos hospitais», explica citado pelo ‘CM’.
O aumento da mortalidade fez-se sentir sobretudo nos mais velhos, visto que entre 1 de Janeiro e 23 de Agosto morreram 67.033 pessoas com mais de 65 anos, mais 3.844 face ao mesmo período do ano passado. Já entre os 25 e os 64 anos registaram-se 10.534 óbitos, um aumento de 199 e, por último, até aos 24 anos a tendência foi de redução, com 455 mortes, menos 24 relativamente a 2019.







