É oficial: Governo britânico retira Portugal da «lista negra» das quarentenas

A informação foi confirmada pelo governo britânico.

Simone Silva

É oficial, Portugal foi adicionado à lista de corredores de viagens do Reino Unido, o que significa que as pessoas que entrem em território britânico vindas do nosso país já não obrigadas a ficar em quarentena.

A notícia foi avançada pelo ‘The Guardian’ e confirmada há instantes pelo secretário de Estado dos transportes britânico, Grant Shapps , através de uma publicação na sua conta de Twitter.

Shapps sublinha, contudo, que «as coisas pode mudar rapidamente» e deixa o aviso para que «só viaje se se contentar com uma quarentena inesperada de 14 dias, caso seja necessário (falo por experiência própria!)», pode ler-se na publicação.

O responsável faz parte do grupo de ministros do governo britânico que concordaram na quarta-feira com as alterações, previstas para entrar em vigor a partir do próximo sábado, dia 22 de Agosto, tal como anunciou o jornal britânico.

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Esta alteração, que vai isentar as pessoas vindas de Portugal de cumprir um período de quarentena de 14 dias, é um grande impulso e uma boa notícia para a indústria do turismo portuguesa, depois do «duro golpe» de ter sido deixado de fora da lista de países considerados «seguros», antes do inicio do verão.

Para além desta decisão, o secretário dos transportes confirmou ainda que a Croácia está fora da lista de corredores de viagem, na sequência de um surto de infecções, bem como Áustria e Trinidad e Tobago, o que significa que os turistas destes países têm até sábado para regressar, evitando assim as medidas de quarentena.

O responsável concluiu dizendo que estas alterações tiveram em consideração «uma série de factores», nomeadamente: a prevalência estimada de Covid-19 num país; o nível e a taxa de mudança na incidência de casos positivos confirmados; a capacidade de testagem; acções governamentais e outras informações epidemiológicas relevantes.

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A imprensa britânica tem especulado sobre a possível remoção da Grécia e Suíça da lista dos «países seguros» devido ao aumento do número de infecções naqueles países, mas o anúncio de hoje do ministério dos Transportes não mencionou estes países europeus.

Portugal junta-se assim a um grupo reduzido de países que foram adicionadas à lista de «corredores de viagem» com o Reino Unido desde meados de Julho, que incluem a Estónia, Letónia, Eslováquia, Eslovénia, o arquipélago de São Vicente e Granadinas, Brunei e Malásia.

O ministro dos Transportes, Grant Shapps, explicou na semana passada que os países com mais de 20 casos por 100.000 habitantes numa média móvel ao longo de sete dias passam a ser considerado de risco, mas que abaixo deste valor são considerados seguros.

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, Portugal tem vindo a registar um decréscimo no número de infecções, tendo registado 27,8 casos por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas.

O Reino Unido introduziu a necessidade de auto-isolamento por 14 dias a todas as pessoas que cheguem do estrangeiro ao Reino Unido em 08 de Junho para evitar a importação de infecções, mas um mês depois isentou cerca de 70 países e territórios, considerados de baixo risco.

A isenção de quarentena é acompanhada com a mudança do conselho do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) contra as viagens não essenciais para aqueles destinos, importante para efeitos de seguro de viagem.

Portugal, tal como a Suécia e Estados Unidos, esteve sempre fora da lista britânica dos destinos seguros, decisão que o governo português questionou por considerar não ser “baseada nos factos e nos números que são públicos”.

O Reino Unido é o principal mercado emissor de turistas para Portugal, tendo representado cerca de 20% do total em 2019.

O Reino Unido registou até agora 41.403 mortes, o número mais alto na Europa e o terceiro maior no mundo atrás dos EUA e Brasil.

Em Portugal, morreram 1.788 pessoas das 54.992 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 787.918 mortos e infectou mais de 22,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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