No final do primeiro semestre de 2020, o endividamento do setor não financeiro situou-se em 735,4 mil milhões de euros, dos quais 327,5 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 407,9 mil milhões de euros ao setor privado, segundo dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados esta quinta-feira.
Relativamente ao final de 2019, o endividamento do setor não financeiro aumentou 16,7 mil milhões de euros. Este aumento, explixa o regulador, ficou a dever-se aos acréscimos de 10,1 mil milhões de euros do endividamento do setor público e de 6,6 mil milhões de euros do endividamento do setor privado.
O incremento do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face ao setor financeiro (8,7 mil milhões de euros) e face ao setor não residente (1,3 mil milhões de euros) (Gráfico 2).
No setor privado, o endividamento das empresas aumentou 5,7 mil milhões de euros, refletindo o crescimento do financiamento face ao setor financeiro (8,9 mil milhões de euros). Este acréscimo foi parcialmente compensado pela diminuição do endividamento junto das empresas e do setor não residente.
O endividamento dos particulares aumentou 0,9 mil milhões de euros, sobretudo através da subida do endividamento face às empresas e ao setor financeiro.








