Durante os meses de quarentena, onde apenas se mantiveram a funcionar lojas de bens essenciais, como supermercados e farmácias, a Mundicenter pautou-se pelo compromisso para com os seus lojistas, tendo durante os meses de Abril e Maio perdoando as rendas e cobrado apenas 50% do valor das mesmas no mês de Junho, altura em que os centros comerciais voltaram a ter a sua actividade a funcionar a 100%. Foi ainda concedida moratória de 50% da renda de Junho, 30% das rendas de Julho, Agosto e Setembro. A moratória será paga em 20 meses, com início em Janeiro de 2021. Complementarmente, a Mundicenter acordou formalmente analisar individualmente com cada lojista, baseado em dados reais e objectivos do desempenho dos lojistas, a necessidade de apoio adicional. «Foi esta a forma que encontrámos para amenizar a quebra financeira a que os lojistas estiveram e estão sujeitos, face à contração abrupta do consumo e da economia. Numa primeira fase, foi também dada a oportunidade aos lojistas de funcionar em horário reduzido, ainda que nunca inferior ao período entre as 12h00 e as 20h00», afirma Fernando Oliveira, administrador da Mundicenter.
Nesse sentido, a Mundicenter reforçou todos os cuidados de segurança e os procedimentos de higienização dos espaços, de acordo com as directrizes e recomendações da Direcção-Geral da Saúde (DGS). No início de Maio, seguindo as recomendações feitas para a primeira fase de desconfinamento, os centros comerciais da Mundicenter começaram a preparar-se para reunir todas as condições para receber os seus clientes com toda a segurança. Os acessos e zonas comuns foram adaptados para criar corredores específicos de circulação e foram instalados em diversos pontos do mall dispensadores de álcool gel que podem ser utilizados por todos os visitantes. Para dar conhecimento destas novas normas, é possível encontrar, nas várias zonas, sinalética com todas as medidas adoptadas e normas que os clientes devem cumprir no interior do espaço.
Em cumprimento com as recomendações da DGS, deixou de ser permitida a circulação no interior do espaço sem uso de máscara e foi estabelecida uma lotação máxima de permanência no interior dos shoppings e de cada loja. De modo a que seja possível manter o distanciamento social em equipamentos como escadas rolantes ou em zonas onde seja passível a criação de filas de espera, as distâncias estão devidamente assinaladas no chão. E de forma a garantir a circulação de ar natural, claraboias e janelas são abertas todos os dias e sempre que possível, permitindo o arejamento natural.
A limpeza dos equipamentos existentes e superfícies de contacto foi também reforçada, como máquinas multibanco e corrimãos. As áreas de descanso, foram retiradas ou interditadas, e foi temporariamente impedida a requisição de carrinhos de bebé nos Balcões de Informações. Nos WC, a limpeza foi, também, reforçada e foram adoptadas medidas adicionais, como a lotação no interior do espaço, a substituição do sabão habitualmente utilizado por uma solução antibacteriana e a desactivação de torneiras e mictórios, para garantir o distanciamento social. Sempre que possível, as portas de acesso manter-se-ão abertas, de modo a diminuir a necessidade de contacto com portas e puxadores. Também os espaços como o food court estão devidamente preparados para receber todos os clientes que visitem os centros e pretendam realizar as suas refeições no local, com a diminuição do número de lugares disponíveis e o reforço de limpeza do espaço. Houve ainda um reforço na limpeza e segurança, áreas muito importantes em tempos de pandemia. Este incremento permite maior frequência de limpeza de determinadas áreas como o food court. Como exemplo, as mesas deste espaço, após utilização, são de seguida higienizadas para que o cliente seguinte as possa usar com toda a segurança. Os cuidados a ter, exigem também um investimento constante em equipamentos, produtos de higienização ou sinalética.
Ambiente seguro
Por todos os motivos já mencionados anteriormente, o controlo de entrada e circulação de pessoas está devidamente identificado e é cumprido à risca. Não existe sobrelotação do espaço, ninguém entra sem máscara, há sinalética das regras e procedimentos a cumprir dentro do espaço comercial que visam o distanciamento social e a circulação de pessoas de forma organizada. A limpeza e higienização dos vários espaços comuns é reforçada várias vezes ao dia. É um ambiente seguro e controlado por uma equipa de segurança que certifica o cumprimento das regras estabelecidas. «É difícil prever o futuro e qual será o caminho dos centros e dos seus lojistas e quando voltaremos a níveis pré- -pandemia. Estes primeiros meses, serão sobretudo para reconquistar a confiança dos clientes, o que vai levar algum tempo. O que sabemos é que só trabalhando em parceria, centros comerciais e lojistas, será possível vencer esta situação de crise. Temos o objectivo comum de trazer o público de volta aos nossos espaços, assegurando todos os procedimentos que permitam gerar um sentimento de confiança e retoma de consumo», explica Fernando Oliveira.
Para o administrador não há motivo para ter receio. «Como já referi anteriormente e reforço, os centros comerciais são espaços controlados, que sempre seguiram as recomendações da DGS e implementaram uma série de medidas adicionais que visam o bem-estar e saúde de todos. Todos os visitante andam de máscara, seguindo os percursos definidos que limitam o cruzamento com outras pessoas. As lojas estão preparadas para receber os clientes, limitando o número de pessoas presentes em simultâneo no espaço, disponibilizam gel desinfectante à entrada e adoptaram procedimentos adequados em todas as situações, como por exemplo utilização de provadores ou higienização de roupa que foi experimentada. Em conclusão, diria que se pode voltar com toda a confiança ao shoppings», acrescenta.
Atendendo ao actual contexto, segundo o administrador da Mundicenter, «as pessoas vão aos centros com um objectivo muito concreto de comprar bens que precisam ou planearam comprar. As visitas são mais cirúrgicas, em que os consumidores já têm previsto de antemão as lojas que pretendem visitar. Ao contrário do que se assistia anteriormente, em que a ida aos centros comerciais tinha para alguns uma motivação de entretenimento e de passeio, actualmente a deslocação visa a compra. O rácio vendas por visitante é mais elevado. É este o novo mundo em que vivemos».
No entanto, a queda do turismo terá influência na recuperação dos centros comerciais. «Tínhamos turistas que frequentavam Portugal com o objectivo muito concreto de compras. Turismo de compras e lazer e que, neste momento, não se verifica. Não temos esse fluxo de turistas com o qual contávamos anteriormente e, por esse motivo – não só mas também – as quebras nas vendas fazem-se sentir. No caso do Miradouro Amoreiras 360º, os turistas internacionais já valiam mais de 80%. Optámos por restringir os dias em que está aberto, só aos fins-de-semana com entrada gratuita até ao final de Agosto», acrescenta o responsável.
Sobre os principais desafios da Mundicenter para o futuro, a venda online, que se revelou uma ajuda importante para muitos lojistas durante este período poderá ganhar mais relevância e passará a ser uma forma de consumo cada vez mais presente no dia-a-dia dos consumidores. «A diminuição do consumo de uma forma generalizada, o aumento do desemprego e a diminuição do poder de compra por parte da população, são desafios que os centros comerciais e os seus lojistas terão de enfrentar de futuro e que podem ter um peso significativo na sua recuperação económica pós-COVID», conclui.









