Luís Arrais, Retail Property Management Director Iberia da CBRE, explica quais são os principais desafios da CBRE para o futuro e como é que a consultora tem acompanhado a evolução dos diferentes tipos de consumidor.
A consultora CBRE assumiu no início do ano a gestão de mais três centros comerciais em Portugal. Como tem sido o caminho do crescimento?
Esta é uma linha de negócio que tem mostrado um crescimento significativo de ano para ano: hoje, a CBRE em Portugal já gere e comercializa oito centros comerciais e seis retail parks em regiões como grande Lisboa, Norte e Centro. A nossa equipa de Property Management trabalha em plataforma ibérica, gerindo à data de hoje um total de 46 activos, havendo uma permanente partilha de experiência, de expertise e de inovação, trazendo valor acrescentado para ambos os mercados e materializando o olhar da CBRE sobre o futuro do retalho que, sem dúvida, irá passar por uma revolução. Os centros comerciais vivem momentos de grande transformação, numa época em que a visita aos mesmos não se cinge apenas a uma experiência de compra, daí que acreditamos que este tipo de activos, no futuro, deixem de se chamar “centros comerciais” e passem a chamar-se “centros”. Centro de experiências, centro de serviços e, claro, centros onde é possível adquirir bens de consumo. Numa altura em que o comércio online ganha força em Portugal, e acelerado pela pandemia, a CBRE está a trabalhar numa estratégia omnichannel que permite convergir o digital com o retalho, atraindo novos visitantes, mantendo a competitividade, o poder de atracção, e permitir a adaptação aos novos estilos de vida e ao “novo normal”. Hoje, nos activos por nós geridos, já é possível encontrar pick up points, fast lanes para recolha de compras e nos nossos canais digitais já é possível viver uma experiência de consumo que termina no centro, que é um ambiente físico único, mais ágil, cómodo e, acima de tudo, seguro.
Quais os principais desafios da CBRE para o futuro?
A CBRE preocupa-se com o futuro do imobiliário e temos amplamente presente que sem adaptar os espaços às novas necessidades e expectativas das pessoas os mesmos ficarão obsoletos. Não se trata de pensar como incorporar “experiência” mas sim trabalhar “experiência” de raiz e então dar-lhe contornos como possam ser cultura, fashion, entre outros, de acordo com o posicionamento do centro comercial.
Como é que a CBRE tem acompanhado a evolução dos diferentes tipos de consumidores?
Totalmente estratégica para a nossa actividade, a CBRE conta com uma área Research, não só com uma equipa local que se dedica ao mercado nacional, como na região EMEA, que monitoriza precisamente o comportamento dos utilizadores e consumidores, bem como a sua relação com os edifícios e o imobiliário. Lançado recentemente, o CBRE Global Outlook 2030 – The Age of Responsive Real Estate 2030, o nosso mais recente estudo analisa as 10 grandes tendências e desafios do sector para a próxima década. A CBRE prevê que o negócio de retalho vai convergir para um único modelo conhecido como “phygital” – físico e digital – onde as lojas online e físicas se fundem para responder ao aumento de encomendas dos consumidores, pela conveniência, velocidade e custo.









