Centenas de cidadãos dos Estados Unidos estão a receber encomendas não solicitadas, com máscaras vindas da China. No entanto, segundo os destinatários dos pacotes, há algo que os preocupa ainda mais: as embalagens estão perfeitamente identificadas com os seus dados pessoais, incluindo nome completo, morada e número de telefone, avança o ‘La Vanguardia’.
«Eu olhei para o rótulo e dizia ‘Shanghai, China’», disse Shan Sharp, um dos visados, residente na Flórida. «Todas as minhas informações, incluindo meu número de telefone, estavam lá. Fiquei com medo de abrir a embalagem, nem a queria ter em casa», disse.
Mystery masks: Unsolicited face masks from China arriving in Tampa Bay mailboxes | @WFLAShannon explains what to do if you receive them: https://t.co/WvH7j8VUgf #BetterCallBehnken pic.twitter.com/uWQsvR1iul
— WFLA NEWS (@WFLA) August 10, 2020
Sharp acabou por abrir a encomenda, descobrindo dois pacotes com máscaras, mas sem uma guia de pedido ou qualquer informação que pudesse identificar o remetente. Por medo, Sharp deitou-a fora. Os cidadãos que receberam os pacotes confessam ficar um pouco assustados e são cada vez mais os casos semelhantes.
As autoridades iniciaram uma investigação, e concluiu-se que poderia ser mais um caso de ‘brushing ‘, uma prática que consiste em posicionar uma empresa em grandes mercados digitais (como Aliexpress, Amazon ou eBay) com falsas vendas que geram comentários positivos e dão mais visibilidade às lojas.
As lojas, localizadas principalmente na China, enviam pequenos produtos gratuitamente para clientes de vários países. Inicialmente não contêm nada de mal, excepto que os vendedores pretendem usar o destinatário da ‘compra’ como um cliente que publicará uma boa avaliação em plataformas digitais.
Actualmente, essa prática não pode ser considerada ‘ilegal’ , mas cada vez mais governos começam a tomar medidas contra esse tipo de acções.
Recorde-se que esta já não é a primeira vez que acontece uma situação semelhante. Há algumas semanas surgiu uma notícia que intrigou as autoridades americanas: alguém estava a enviar pacotes de sementes da China para casas particulares, sem que tivesse sido pedido.
As autoridades emitiram vários alertas e solicitaram que os pacotes, que foram identificados pelo correio como encomendas com ‘joias’, não fossem abertos até serem identificados, mas estavam convencidos de que era uma ‘fraude’, em que as pessoas recebiam produtos que não tinham pedido por parte de uma empresa, para aumentar as vendas dos seus negócios.












