O fosso que separa os mais ricos dos mais pobres está a aumentar. Dados de 2018 citados pelo Business Insider mostram que, nos Estados Unidos da América, os lares que constituem os 20% mais ricos são responsáveis por mais de metade de todos os rendimentos do país. E isto reflecte-se nas oportunidades que são dadas aos cidadãos.
Para Carmine Di Sibio, CEO da EY, os programas e iniciativas governamentais não são suficientes para combater a desigualdade de rendimentos. «Quando se olha bem para o que a pandemia de COVID-19 nos mostrou, vemos que a vida não é justa. E para as pessoas que têm estado no fim da economia e para as pessoas que não têm conseguido ter bons empregos, é mais doloroso», afirma o líder de uma das quatro maiores consultoras do Mundo.
Em entrevista à mesma publicação, Carmine Di Sibio sublinha ainda que um dos principais stakeholders de uma empresa são os seus funcionários. O responsável acredita que já passou o tempo em que a única preocupação de um CEO era o lucro ou os seus accionistas. «Hoje, se não se está preocupado com todos os stakeholders, haverá muitos problemas com os empregados e com os investidores», conta.
Sobre a desigualdade em concreto, o CEO da EY afirma que é função dos líderes pensar em temas como este: «Queremos que as pessoas tenham oportunidades mesmo que estejam em desvantagem economicamente.»
É nesse sentido que se deve apostar em programas que permitam a contratação de profissionais com menos qualificações ou possibilidades por parte de gigantes como a própria EY, mas também da Accenture, por exemplo.
«Acredito que o sector privado tem um papel a desempenhar aqui», acrescenta. «Agora, sinto que a única forma que temos de lidar com o capitalismo, e com o capitalismo de que precisamos hoje, é garantir que criamos empregos e oportunidades», diz ainda Carmine Di Sibio.




