Desde 30 de Janeiro que Rui Pinto não partilhava nada no Twitter, mas hoje regressou às redes sociais para agradecer o apoio de quem esteve do seu lado e para deixar um recado: «A luta continua». O alegado pirata informático estava em prisão domiciliária nas instalações da Polícia Judiciária desde Abril, tendo sido alvo de um despacho de libertação na passada sexta-feira.
«Um bem-haja a todos aqueles que desde a primeira hora demonstraram o seu apoio e solidariedade. Finalmente esta árdua e longa “travessia do deserto” chegou ao fim», começa por escrever Rui Pinto. Logo de seguida acrescenta que ainda não está, porém, na altura de cruzar os braços porque «volvidos quase 2 anos, Portugal continua um paraíso para a grande corrupção e para o branqueamento de capitais».
Rui Pinto deixa ainda um último apelo neste regresso ao Twitter: «É agora mais do que nunca, que precisamos de união e resiliência. Portugal tem de mudar!» Recorde-se que Rui Pinto está acusado de 90 crimes mas vai agora aguardar o julgamento em liberdade. A libertação determina a obrigação de apresentações semanais na Polícia Judiciária.
Um bem-haja a todos aqueles que desde a primeira hora demonstraram o seu apoio e solidariedade.
Finalmente esta árdua e longa “travessia do deserto” chegou ao fim.— Rui Pinto (@RuiPinto_FL) August 11, 2020
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Mas a luta continua, porque volvidos quase 2 anos, Portugal continua um paraíso para a grande corrupção e para o branqueamento de capitais. É agora mais do que nunca, que precisamos de união e resiliência. Portugal tem de mudar!
— Rui Pinto (@RuiPinto_FL) August 11, 2020
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Rui Pinto começa a ser julgado em 04 de setembro por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.
O criador da plataforma Football Leaks e responsável pelo processo Luanda Leaks, em que a Isabel dos Santos é a principal visada, está em liberdade, por decisão da juíza Margarida Alves, encontrando-se agora inserido no programa de proteção de testemunhas em local não revelado e sob proteção policial, por questões de segurança.






