O primeiro-ministro da Grécia, Kyriákos Mitsotákis, convocou o conselho de segurança nacional do governo esta segunda-feira, depois de a Turquia ter anunciado que o seu navio de pesquisa estaria a conduzir estudos sísmicos no Mediterrâneo Oriental, numa área entre o Chipre e a Grécia, avança o ‘Independent’.
A Turquia emitiu um Navtex, ou seja, uma mensagem internacional de segurança marítima, na qual anunciava que o seu navio de pesquisa ‘Oruc Reis’, em conjunto com duas embarcações auxiliares estariam a conduzir uma exploração sísmica desde esta segunda-feira até ao dia 23 de Agosto.
Também na semana passada, a Turquia já tinha anunciado o desenvolvimento de um exercício de tiro no leste do Mediterrâneo, que decorreria esta segunda e terça-feira.
Em resposta, a Grécia divulgou hoje a sua própria mensagem de segurança marítima, defendendo que o Navtex turco foi emitido por uma «estação não autorizada», centrada numa «actividade ilegal e numa área que se sobrepõe» à Grécia.
Uma questão crucial sobre esta disputa passa por clarificar se as ilhas deveriam ou não ser incluídas no cálculo da plataforma continental e das zonas marítimas de interesse económico de um país. A Turquia defende que não, uma posição que a Grécia diz violar o direito internacional. A Grécia tem milhares de ilhas e ilhotas nos mares Egeu e Jónico, 200 das quais são habitadas.
Nos últimos meses a tensão sobre fronteiras marítimas na região tem aumentado. No final do mês passado, a Turquia tinha dito que iria suspender as suas operações exploratórias no leste do Mediterrâneo, e a acção foi vista como um alívio.
Contudo, na semana passada, Ancara fechou um acordo assinado pela última vez entre a Grécia e o Egipto, no qual delineava as fronteiras marítimas e as zonas económicas exclusivas dos países para direitos de perfuração, o que voltou a fazer aumentar as tensões.
No ano passado, a Turquia assinou um acordo semelhante com o governo líbio apoiado pela ONU em Trípoli, o que gerou indignação na Grécia, Chipre e Egipto, por considerarem que tal infringia os seus direitos económicos no Mediterrâneo. A União Europeia (UE) defende que o acordo constitui uma violação da lei internacional que ameaça a estabilidade na região.








