Estudo alerta para resíduos perigosos na zona da Expo

Matérias perigosas estão presentes nos solos de obras que estão a decorrer.

Revista de Imprensa

Existem evidências de que os solos da zona do Parque das Nações, vulgarmente conhecida por Expo, possam conter resíduos mais perigosos do que aqueles que constam nos documentos de licenciamento das obras, de acordo com um estudo recente a que o ‘Público teve acesso’.

A pesquisa, cujo responsável é o engenheiro civil, Miguel Amorim, dá conta de algumas irregularidades na avaliação dos resíduos dos solos onde agora se constroem prédios de habitação, um hotel e um estabelecimento de ensino.

Segundo a mesma publicação, registam-se, nos documentos de licenciamento das obras, percentagens demasiado baixas de perigosidade dos solos em questão, que não batem certo com as características dos terrenos próximos, que foram também alvo de uma investigação, cenário que levou Miguel Amorim a denunciar a situação às autoridades.

Estas, por sua, vez garantem ter sido feitas todas as avaliações necessárias antes de as obras terem inicio, pelo que descartam qualquer irregularidade. Ainda assim, a investigação não deixa dúvidas de que os níveis de perigosidade dos resíduos são muito mais elevados do que aquilo que consta nos registos oficiais das várias obras daquela zona.

O engenheiro civil, que é também morador no Parque das Nações, mostra-se preocupado com a saúde de quem habita naquela zona, razão que o levou a realizar a investigação. O responsável sublinha que, de acordo com o licenciamento das obras, todos os resíduos não contaminados, contaminados não perigosos e contaminados perigosos devem ser removidos e isolados.

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