Em Portugal o consumo de antidepressivos quase duplicou nos últimos dez anos, por seu lado o consumo de ansiolíticos e hipnóticos registou uma ligeira diminuição, tendo estabilizado nos últimos anos, de acordo com o ‘Público’.
Face a 2019, foram compradas nas farmácias portuguesas mais 248 mil caixas de antidepressivos, no período compreendido entre Janeiro e Maio de 2020, um reflexo de um aumento que coincidiu já com o efeito da pandemia da Covid-19 e do consequente confinamento. No total foram adquiridas mais de quatro milhões de embalagens.
De acordo com a mesma publicação, os especialistas consideram que este aumento no consumo de antidepressivos acaba por ser positivo, uma vez que abre portas para que seja facilitado o acesso e diagnóstico a doentes de saúde mental no Serviço nacional de Saúde (SNS).
Para além disso esta situação motiva uma melhor prescrição dos médicos, visto que estes medicamentos são comummente usados para tratar questões de ansiedade.
Ainda assim estes números não deixam de ser preocupantes, realçando a falta de alternativas terapêuticas farmacológicas em Portugal, nomeadamente no que diz respeito ao baixo número de psicólogos nos centros de saúde.





