O gelo que cobre o oceano Ártico atingiu o nível mais baixo desde, pelo menos, 1979, em julho passado, altura em que as temperaturas aumentaram na região, deixando grandes extensões da costa siberiana da Rússia praticamente sem gelo.
A extensão do gelo marinho no Ártico no mês passado ficou 27% abaixo da média estabelecida entre 1981 e 2020, o nível mais baixo já registado, sendo que é preciso remontar a 2012 para encontrarmos números tão baixos, de acordo com um relatório mensal da agência europeia Copernicus, citado pela ‘Bloomberg’.
O Ártico, que está a aquecer a ritmo acelerado (mais de duas vezes do que o resto do planeta), sofreu uma onda de calor durante a primavera e agora no verão, durante os quais registou temperaturas recorde, num início precoce da temporada de incêndios e a abertura de rotas marítimas geralmente congeladas para companhias de navegação.
As leituras de satélite mostram a falta de gelo em quase todos os pontos ao longo da chamada Rota do Mar do Norte, que atravessa a costa norte da Rússia. A região mostra os maiores níveis de degelo e também as temperaturas mais altas para a região do Ártico em julho, em comparação com a média histórica, aponta a Copernicus.
O gelo começa a derreter no Ártico à medida que a primavera se aproxima no hemisfério norte, e geralmente começa a formar-se novamente no final de setembro, conforme os dias ficam mais curtos e mais frios. O aquecimento global está a conduzir a uma menor formação de gelo de ano para ano. Os últimos 13 anos ficaram marcados pela menor extensão de gelo marinho já documentada, sendo que esta cobertura, este ano, já está a caminho da menor área de sempre.




