Uma equipa de sete especialistas em explosivos franceses chegou, esta quinta-feira, a Beirute para ajudar na investigação da explosão que destruiu o porto da capital libanesa e distritos próximos, segundo avança a ‘Bloomberg’.
Esta equipa de especialistas já trabalhou na investigação da explosão da fábrica de Toulouse em 2001, causada por nitrato de amónio.
O Líbano decidiu procurar ajuda experiente e capaz de identificar o tipo de nitrato e a quantidade de material explosivo que estava no armazém do porto, pretendendo ainda aferir se havia algo mais armazenado neste espaço, explicou o promotor público, Ghassan Oueidat, em conferência, garantindo que o seu relatório será entregue, posteriormente, às autoridades libanesas.
Enquanto procura respostas, o Líbano vive agora uma crescente indignação com o papel do governo face a esta calamidade. Os líderes da oposição, Walid Joumblatt e Samir Geagea, pediram, esta quinta-feira, uma investigação internacional sobre o incidente.
Recorde-se que o produto químico suspeito de causar a explosão estava guardado no armazém do porto há já seis anos, apesar dos avisos dos funcionários da alfândega sobre os riscos que tal armazenamento levantava.
Hoje, Beirute também recebeu a visita do presidente de França, Emmanuel Macron que levou uma mensagem de solidariedade.
Macron anunciou que vai organizar, o mais rapidamente possível, uma conferência para arrecadar fundos para o Líbano mas garantindo que a assistência internacional vai ser acompanhada para que seja garantido que a ajuda vai “diretamente para o povo”. Os potenciais doadores já se mostraram preocupados com a possibilidade da assistência ser desviada por uma classe dominante corrupta que levou o país à beira da ruína económica, ou ser canalizado para militantes do Hezbollah.













