O projecto Windfloat Atlantic é um importante aliado no esforço de produção de energia renovável, um compromisso que a EDP Renováveis assumiu há muito tempo e no qual tem investido muito. Reforça a determinação e liderança na luta contra as alterações climáticas, no cumprimento dos objectivos de descarbonização global e sustentabilidade. A energia eólica marítima é uma fonte de energia com grande potencial e que ainda tem caminho para percorrer em diferentes zonas geográficas. A iniciativa Windf loat foi criada com o objectivo de maximizar a rentabilidade de uma tecnologia que a empresa considera fundamental no processo de descarbonização económica mundial, reduzindo os custos, facilitando os processos de comissionamento e, acima de tudo, proporcionando o acesso a novas fontes de energia eólica. E isso foi conseguido. «O projecto WindFloat Atlantic é já uma realidade e actualmente conta já com as três turbinas instaladas em alto mar, tornando-se assim no primeiro parque eólico f lutuante semi-submergível do mundo. Estamos muito satisfeitos com o resultado deste projecto e por ter conseguido finalizar os vários marcos que nos tínhamos proposto ao longo do seu desenvolvimento », explica fonte oficial da EDP Renováveis.
Este projecto, uma iniciativa que pertence à Windplus, que é propriedade conjunta da EDP Renováveis (54,4%), Engie (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc. (1,2%), está localizado a 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo em Portugal, e posiciona a Portugal como um país atractivo e pioneiro no desenvolvimento de projectos eólicos offshore. «Sem dúvida que conseguimos superar-nos com este projecto e conseguimos exceder as adversidades e os desafios inesperados. Estamos por isso extremamente orgulhosos com a nossa participação, assim como de todos aqueles que contribuíram para o seu sucesso», acrescenta a mesma fonte oficial.
Este é um projecto único, um marco que marca um antes e um depois na tecnologia de energia eólica f lutuante. O transporte de cada uma das três estruturas f lutuantes que compõem o WindFloat Atlantic constitui um feito em si mesmo, dado que evita a necessidade de contar com um navio rebocador especializado e facilita a sua replicação. Isto, juntamente com a facilidade de ancoragem, torna esta iniciativa replicável noutros locais e elimina os condicionalismos geográficos na realização deste tipo de infra- -estruturas. Do mesmo modo, esta tecnologia facilita o acesso a áreas de cerca de 100 metros de profundidade, o que oferece a possibilidade de instalar um parque eólico em áreas de grande exposição ao vento a uma distância difícil de apreciar a partir da costa, eliminando o impacto visual.
Tecnologia
A EDP Renováveis já está a apostar na internacionalização desta nova tecnologia para a produção de energia renovável em mar alto. Este projecto recorre à tecnologia WindFloat® (empresa cujo accionista maioritário é a EDP) que permite a instalação de plataformas eólicas em águas profundas, inacessíveis até à data, onde é possível aproveitar os abundantes recursos eólicos. «As vantagens desta tecnologia são, entre outras, o facto de a montagem ser feita em terra, de não ser necessário um navio de transporte específico para o seu reboque e de não depender de operações offshore complexas associadas à instalação das estruturas fixas tradicionais. Estes factores contribuem para reduzir as despesas associadas ao ciclo de vida e os riscos», sublinha fonte oficial da EDP Renováveis. As fundações WindFloat também permitem albergar os maiores aerogeradores do mundo, o que contribui para o aumento da produção de energia, fomentando uma redução considerável dos custos associados ao ciclo de vida.
Energias
A EDP Renováveis é líder mundial na geração de energia eólica e, hoje, um dos objectivos estratégicos da companhia é crescer também na geração solar, a nível global, aproveitando a crescente competitividade desta tecnologia. «Conforme anunciámos no Strategic Update do ano passado, o objectivo da EDP Renováveis é instalar a nível global 7,0 GW durante o período de 2019-22 e no momento já temos contratados 5,3 GW», sublinha fonte oficial da empresa.
A EDP Renováveis está a fazer progressos significativos na área de armazenamento de energia, nomeadamente por via dos projectos desenvolvidos no parque eólico de Cobadin e na central solar de Bailesti, ambos na Roménia. Apesar de se encontrar em fase de amadurecimento, esta tecnologia tem permitido corrigir o chamado “imbalance” da rede, o que a torna exportável para outros países onde a rede pode ser deficitária, como ocorre em algumas regiões dos EUA.







