Em tempos de pandemia, os investidores dão sinais de estarem, claramente, divididos em relação aos seus ativos alternativos favoritos, de acordo com a mais recente análise da JPMorgan. E nesta divisão, enquanto os mais velhos estão mais inclinados para o ouro, os ‘Millennials’ preferem as bitcoin.
Os fundos negociados em bolsa, com ouro e com bitcoin, sofreram fortes entradas nos últimos cinco meses, já que ambos os grupos etários vêem o potencial em moedas alternativas, explica a equipa de analistas, liderada por Nikolaos Panigirtzoglou, em comunicado, citado pelo ‘Business Insider’.
A geração ‘Millenial’ também mostra uma particular preferência por ações, especialmente as do setor da tecnologia, mas os investidores mais antigos estão essencialmente a vender os títulos que detém.
“Os jovens investidores dos EUA mostram pouco interesse em fundos de títulos”, afirmam os analistas, acrescentando que “também evitam fundos de ações, preferindo investir em ações diretamente, comprando ações individuais, especialmente ações de tecnologia”.
A par, os investidores mais antigos “continuaram a direcionar o excesso de liquidez para os fundos de títulos, cuja compra permaneceu forte durante junho e julho”, rematam.
Segundo a JPMorgan, a compra paralela de ações e bitcoin nos EUA pelos Millennials aumentou a correlação entre bitcoin e o índice S&P 500 desde março.
O “suporte ao fluxo simultâneo causou uma mudança no padrão de correlação entre bitcoin e outras classes de ativos, com uma correlação mais positiva entre bitcoin e ouro, mas também entre bitcoin e dólar, à medida que os Millennials dos EUA vêem a bitcoin como uma ‘alternativa’ ao dólar”, esclarecem ainda os analistas.
O ouro atingiu um recorde nesta semana, subindo acima dos 2.000 dólares pela primeira vez, com os investidores a impulsionarem o chamado porto seguro dos metais preciosos e na esperança de novas medidas de estímulo nos EUA.
Na semana passada, a bitcoin ultrapassou o nível dos 11.000 dólares, com a favorita dos Millennial a ser negociada perto do seu nível mais alto em quase um ano, face à fragilidade do dólar americano e uma clara mudança para ativos alternativos.




