Beirute: Autoridades procuram sobreviventes. Há mais de uma centena de desaparecidos

A explosão matou pelo menos 100 pessoas até ao momento, causando ainda mais de quatro mil feridos.

Simone Silva

Várias equipas de resgate no Líbano estão a realizar buscas para encontrar mais de 100 pessoas desaparecidas na sequência de uma enorme explosão na área portuária da capital Beirute, que ocorreu na terça-feira, avança a ‘BBC.

A explosão matou pelo menos 100 pessoas até ao momento, causando ainda mais de quatro mil feridos. A cidade inteira ficou abalada com o sucedido e uma nuvem de fumo pôde ser vista a espalhar-se pela área do porto.

O presidente libanês, Michel Aoun, referiu que a explosão foi causada por 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas sem condições de segurança num armazém. O nitrato de amónio é utilizado normalmente como fertilizante na agricultura e também como explosivo.

Aoun declarou três dias de luto nacional pela tragédia, que começaram esta quarta-feira. «Nenhuma palavra pode descrever o horror que atingiu Beirute na noite passada, transformando-a numa cidade afectada por um desastre», disse o responsável numa reunião de emergência esta quarta-feira.

«No meio do fumo, chamas e destruição da noite passada, gostava de elogiar a preocupação dos libaneses que correram para o local e perímetro da explosão, bem como dos hospitais que prestaram apoio e assistência», acrescentou Aoun.

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Também esta quarta-feira foi divulgado que o governo do Líbano, incluindo funcionários públicos e juízes, já tinha conhecimento da existência de nitrato de amónio há pelo menos seis anos, de acordo com uma investigação da rede de televisão árabe Al Jazeera.

A cadeia televisiva realizou uma compilação de vários documentos importantes, nomeadamente materiais públicos recolhidos nos últimos anos e concluiu que a substância já era conhecida por parte das autoridades libanesas, que sabiam do perigo que representava, constituindo um risco de explosão iminente.

A Al Jazeera cita órgãos oficiais responsáveis pelo porto de Beirute, que revelam que o nitrato de amónio entrou no país em 2013, através de um navio proveniente da Rússia, que atracou na capital libanesa devido a questões técnicas. Depois do incidente a tripulação deixou o navio ao abandono e consequentemente, a carga explosiva também.

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