Teletrabalho abrangeu mais de um milhão de portugueses no 2.º trimestre. Produtividade mantém-se dentro e fora de casa

Efetivamente, quem não esteve ausente e trabalhou fora de casa trabalhou em média 36 horas nessa semana e quem não esteve ausente e trabalhou a partir de casa trabalhou 35 horas.

Sónia Bexiga

No 2.º trimestre de 2020, a população empregada que indicou ter exercido a sua profissão sempre ou quase sempre em casa na semana de referência ou nas três semanas anteriores foi estimada em 1 094,4 mil pessoas, o que representou 23,1% do total da população empregada, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira.

Destas, 998,5 mil pessoas (91,2%) indicaram que a razão principal para ter trabalhado em casa se deveu à pandemia COVID-19.

Comparando as horas trabalhadas na semana de referência, não há grande diferença entre trabalhar em casa ou fora de casa.

Efetivamente, quem não esteve ausente e trabalhou fora de casa trabalhou em média 36 horas nessa semana e quem não esteve ausente e trabalhou a partir de casa trabalhou 35 horas.

Observou-se ainda que 1 038,0 mil pessoas utilizaram tecnologias de informação e comunicação para poderem exercer a sua profissão em casa, o que representou 21,9% do total da população empregada e 94,8% das que trabalharam sempre ou quase sempre em casa no período de referência.

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643,8 mil pessoas empregadas não trabalharam no emprego principal durante o período de referência, nem em casa, nem noutro local, 76,3% (491,5 mil) das quais devido à pandemia da Covid-19.

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