Entre 1 de Janeiro e 31 de Julho de 2020, cerca de 70% dos incêndios em Portugal foram causados pelo Homem, quer seja por crime ou negligência, de acordo com um relatório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, citado pelo ‘Correio da Manhã’ (CM).
O relatório revela que no mesmo período foram registados menos incêndios, mas uma maior quantidade de área ardida, quando comparado com o ano passado. Assim totalizaram-se 5294 incêndios até ao momento em 2020, menos 914 face a 2019, que destruíram 24 680 hectares de área, mais 776 do que no ano passado.
O instituto conseguiu apurar, através da investigação dos incêndios deste ano, que 66% foram causados pela utilização do fogo de forma criminosa e negligente; 39% por queimadas; 27% por fogo posto; 5% pelo uso de maquinaria e apenas 3% dos incêndios se origina por causas naturais.
Apesar de, para já, 2020 estar a ser o ano com menos incêndios na última década, é já o quarto com maior quantidade de área ardida. Cinco incêndios ocorridos este ano ano já fizeram arder mais de mil hectares: em Oleiros arderam 5570 hectares; em Vila Verde da Raia, Chaves 2560 hectares; em Castro Verde 2382 hectares; na Bordeira, Aljezur 2303 hectares e em Sobral de São Miguel, Covilhã 1040 hectares.
O Porto é o distrito com maior número de incêndios, cerca de 1474. Braga e Aveiro são os seguintes, registando 462 e 384 fogos respectivamente. Castelo Branco apresenta mais área ardida, com 7248 hectares, ou seja, 29% do total.



