Para além das claras preocupações com a pandemia da Covid-19, os directores dos estabelecimentos de ensino receiam agora que as escolas percam cerca de mil funcionários no próximo ano lectivo, o que pode vir a agravar ainda mais a situação, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM)).
Estes temores dizem respeito a funcionários cujo recrutamento aconteceu em 2017 e que se não passarem para o quadro no próximo ano lectivo, ficam desempregados, estimando-se que cerca de mil docentes se encontrem nessa situação, segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).
Filinto Lima, membro da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), considera que «é preciso arranjar uma solução jurídica para ficarem nas escolas. Não podemos perder funcionários num ano em que vamos precisar de mais para o trabalho acrescido de desinfecção, limpeza e orientação dos alunos», afirma citado pelo ‘CM’.
O Ministério da Educação, em resposta a estes receios, indica que «não tem previsto dispensar assistentes operacionais no final do actual ano lectivo» e garante que «prosseguirá as medidas de valorização destes profissionais e de garantia da sua estabilidade profissional, de modo a assegurar a continuidade de funcionamento dos serviços», disse ao ‘CM’.
De acordo com a mesma publicação, perante esta postura do ME, a reacção da FNSTFPS é de grande surpresa, uma vez que assegura ter recebido uma carta por parte do organismo, que confirmava o despedimento dos funcionários em questão.






