Respondendo às crescentes restrições por parte de diversos países europeus relativamente aos motores Diesel, os construtores defendem a validade desse combustível na sua estratégia de redução das emissões poluentes, contrariando as ideias defendidas por alguns Estados do Velho Continente de que os blocos Diesel são mais prejudiciais para o ambiente e para a saúde humana do que os seus congéneres a gasolina.
A ideia não é nova, mas nos últimos tempos, alguns governos da União Europeia têm defendido o afastamento dos blocos Diesel através de maiores encargos fiscais (como em França), algo que não tem agradado aos construtores que têm investido fortemente em unidades mais eficientes.
“A indústria europeia investiu enormes quantidades de dinheiro para tornar os motores Diesel Euro 6 numa realidade. Agora, começamos a ouvir indicações para reduzir ou abandonar o Diesel. Isso é irrealista. Esta indústria necessita de uma estratégia a longo-termo”, referiu Carlos Ghosn à Automotive News Europe, lamentando que se comece a olhar para este combustível como uma fonte para a poluição das grandes cidades.
O responsável máximo do grupo FCA, Sergio Marchionne, alinha pelo mesmo diapasão, explicando que “o nível de eliminação dos agentes poluentes nos [motores] Euro 6 é fenomenal”. Estas declarações proferidas pelo italiano aquando do recente Salão de Genebra têm correspondência na prática, com um estudo de uma entidade britânica – a Society of Motor Manufacturers & Traders – a revelar que a quantidade de NOx prejudicial à saúde caiu 84% desde 2001.
A aposta neste combustível acarreta, igualmente, para as marcas um compromisso importante com a meta das emissões poluentes para os próximo anos, com os construtores a considerarem o Diesel como parte integrante dessa estratégia de redução de emissões a médio-prazo que prevê um valor total da frota por marca de apenas 95 g/km de CO2 em 2020. Além disso, outro motivo de descontentamento dos construtores assenta na incapacidade de se estabelecer uma legislação harmonizada entre motores a gasolina e Diesel e um novo método de avaliação de consumos denominado World Harmonized Light Vehicle Test Procedure (WLTP), substituindo o actual New European Driving Cycle (NEDC), com a sua data de introdução ainda por definir.
Recorde-se que os automóveis Diesel continuam a beneficiar de grande aceitação na Europa (ao contrário do que sucede nos Estados Unidos da América, por exemplo), alcançando no ano passado mais de metade das vendas totais de veículos novos na Europa. Todavia, as regras mais apertadas para os Diesel e as suas emissões poluentes poderão alterar significativamente este panorama nos próximos anos.]]>
Construtores defendem importância do Diesel na redução das emissões
Respondendo às crescentes restrições por parte de diversos países europeus relativamente aos motores Diesel, os construtores defendem a validade desse combustível na sua estratégia de redução das emissões poluentes, contrariando as ideias defendidas por alguns Estados do Velho Continente de que os blocos Diesel são mais prejudiciais para o ambiente e para a saúde humana do que os seus congéneres a gasolina. A ideia não é nova, mas nos últimos tempos, alguns governos da União Europeia têm defendido o afastamento dos blocos Diesel através de maiores encargos fiscais (como em França), algo que não tem agradado aos construtores que…
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