Quercetina torna-se a nova ‘esperança’ contra a Covid-19

Os resultados de um estudo da Universidade de Zaragoza mostram que este composto natural pode ser um possível medicamento contra o coronavírus.

Sónia Bexiga

Os avanços de um projeto de pesquisa iniciado em março na Universidade de Zaragoza (Unizar), que acaba de ser publicado, identificaram um composto natural, a quercetina, que poderá assumir-se como um medicamento contra a Covid-19 ou representar, pelo menos, um forte ponto de partida.

O progresso alcançado entre março e junho foi publicado agora na prestigiada revista “Revista Internacional de Macromoléculas Biológicas”.

O projeto arrancou no Instituto de Biocomputação e Física de Sistemas Complexos (BIFI) da Unizar, com o objetivo de encontrar medicamentos, de forma rápida e ágil, contra o vírus SARS-cov-2, informou a instituição universitária em comunicado, citado pela agência ‘Efe’.

Esta investigação, liderada por Adrián Velázquez, investigador da Agência Aragonesa de Pesquisa e Desenvolvimento (ARAID) do Governo de Aragão, procura candidatos a medicamentos que inibam a atividade de duas proteínas virais -3CLpro e PLpro-, essenciais para o coronavírus.

No desenvolvimento desta pesquisa, realizou-se o primeiro estudo estrutural biofísico relatado até o momento sobre a enzima viral 3CLpro, permitindo identificar um produto natural, a quercetina, como um potente inibidor da referida enzima através de um procedimento experimental de triagem de compostos. .

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Assim, a quercetina pode constituir um medicamento se a sua atividade for demonstrada em seres vivos ou representar um ponto de partida adequado a ser otimizado por meio da síntese de derivados com melhores propriedades.

Foram ainda identificados outros possíveis compostos com atividade biológica contra a mesma proteína alvo, com a qual os testes necessários estão a ser realizados para confirmar os resultados.

Na opinião de Velázquez, embora os ensaios clínicos atuais estejam la conduzir até uma terapia antiviral eficaz para aplicação clínica a curto prazo, a longo prazo será necessário “um arsenal” de medicamentos que atuem de acordo com vários mecanismos de ação e minimizem a possibilidade de ocorrência de resistência a medicamentos devido ao próprio tratamento terapêutico ou à provável evolução natural do vírus, como ocorreu com outras doenças virais.

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O especialista está certo de “as ferramentas experimentais desenvolvidas permitirão agir rapidamente em emergências futuras causadas por vírus semelhantes ao SARS-CoV-2”.

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