O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, deslocou-se ao local do acidente com um Alfa Pendular que ocorreu, esta sexta-feira, para aferir a evolução dos trabalhos de socorro, e afirmou desde logo, que “não está em causa a operação da ferrovia em Portugal, sendo que o Alfa Pendular é extremamente seguro mas, infelizmente, os acidentes acontecem”.
Nesta altura, por mais dúvidas que existam quanto às causas do acidente, o ministro recuou-se a especular sobre o que aconteceu e garantiu que a investigação e o inquérito, a cargo das respetivas autoridades, já arrancaram.
Pedro Nuno Santos deixou ainda a garantia de que assim que existirem estes resultados, serão divulgados e partilhados “para que todos possamos tirar lições e aprender com estes acidentes que, por mais condições e tecnologia que tenhamos, podem sempre acontecer”, reforçou.
Aliás, o ministro sublinhou que a ferrovia em Portugal está dotada de sinalização e tecnologia “bastante avançados e modernos”.
Pedro Nuno Santos deixou uma palavra aos familiares dos dois funcionários da Infraestruturas de Portugal que perderam a vida no acidente e aos colegas de trabalho bem como aos feridos que resultaram da colisão do Alfa Pendular com um veículo de manutenção.
O comandante distrital de operações de socorro da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Luís Tavares, falou há momentos aos media no local, fazendo um novo balanço de vitimas do acidente.
Confirmam-se as duas vítimas mortais, ambas do sexo masculino, que e operavam a máquina de manutenção que foi atingida pelo comboio. Além destes, há seis feridos “de média gravidade, sendo que um deles inspira mais cuidados, que é o maquinista do Alfa Pendular”.
Há ainda 20 feridos ligeiros, adiantou aquele responsável. Este número, porém, “está aumentar à medida que é feito esse levantamento”.
Carlos Luís Tavares informou ainda que o comboio tinha partido às 14h00 de Santa Apolónia (Lisboa) e levava a bordo 212 passageiros.






