As autoridades de Saúde Pública em França confirmaram um “aumento acentuado” de 54% no número de casos de coronavírus em todo o continente francês desde a semana passada.
O aumento abrangeu todas as faixas etárias mas as autoridades sublinharam o aumento particularmente preocupante entre os cidadãos com idades compreendidas entre os 20 e os 30 anos.
França também registou um aumento no número de pacientes internados no hospital com Covid-19, embora os números referentes a pacientes nos cuidados intensivos permaneceram estáveis.
O número de novos casos nas 24 horas anteriores foi de 1.377, apenas um pouco menos que o dia anterior, mas um recorde desde maio. O número de grupos sob vigilância aumentou de 10 para 151. Houve 16 óbitos no hospital nas últimas 24 horas levando o número total de mortes atribuídas ao coronavírus para 30.254.
No seu relatório de 20 a 26 de julho, a Santé Publique France, citada pelo ‘The Guardian’, avança que o número de testes positivos para coronavírus em França, aumentou pela terceira semana consecutiva e o aumento foi “significativo”. Pouco menos de 458 mil pessoas foram testadas e 6.407 revelaram estar positivos, num aumento de 44% no número de testes positivos registados na semana anterior.
Dos cidadãos testados, cerca de 440 mil residem em França continental, e 5.592 deram positivo, um aumento de 54% no número de positivos na semana anterior. Em suma, o número de testes realizados aumentou 27%, enquanto o número de resultados positivos aumentou 54%.
“Na semana 30 de julho, o aumento de novos casos positivos é muito maior do que o aumento no número de testes realizados”, informa ainda. Mais da metade (51%) dos que apresentaram resultado positivo não apresentaram sintomas. Dos testes positivos, 69% tinham entre 15 e 44 anos e o maior aumento foi entre 20 e 25 anos.
O indicador ‘R’ – o número de pessoas que uma pessoa com o vírus infetará em média – aumentou de 1,35 para 1,42.
As autoridades explicam estes resultados com o aumento de grandes reuniões familiares, bem como de eventos públicos e privados, apontando a redução da “adoção sistemática de medidas de prevenção (manter distância mínima de 1 metro, sem apertar as mãos e sem abraços)”.












