A média dos últimos sete dias de França em matéria de novos casos da Covid-19 subiu acima do limite de 1.000 pela primeira vez desde a primeira quinzena de maio, altura em que aliviou as medidas de bloqueio.
As autoridades de saúde francesas anunciaram 1.377 casos adicionais confirmados de coronavírus, esta quinta-feira, um dia após a identificação de 21 novos surtos, elevando o total para 147.
Face ao ressurgimento do vírus na Europa e na Ásia, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, insistiu que o país não está sob o domínio de uma segunda vaga mas pediu à população que mantenham as medidas de proteção e distanciamento.
Várias cidades francesas anunciaram novos requisitos no uso de máscaras e outras medidas, esta quinta-feira, visando conter a propagação do vírus. As autoridades de Saint-Malo, na Bretanha, um popular destino turístico, alertaram que as máscaras agora são obrigatórias a partir dos 11 anos de idade.
Advertindo que fechar o país novamente seria um evento económico e social “catastrófico”, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, defende que outro bloqueio total deve ser “evitado acima de tudo”.
Também a Alemanha identificou 902 novos casos nas últimas 24 horas, o número mais alto desde maio, com a exceção do surto registado numa fábrica de carne, no mês passado, na localidade de Gütersloh. Desde o início da pandemia de covid-19, a Alemanha já registou 207.828 casos, 191.800 considerados curados. De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), há mais seis vítimas mortais que no dia anterior, para um total de 9.134.
A Baviera, o Estado federado mais afetado, superou os 50 mil casos total de infeções, chegando aos 50.806 e 2.622 óbitos.
No mesmo contexto, a Islândia fez saber que restabeleceu as restrições às reuniões públicas, depois de encontrar pelo menos dois novos grupos de infeção, informou o governo.
Hoje Espanha anunciou o registo de 1.229 novas infeções por coronavírus, superando os 1.000 casos pelo segundo dia consecutivo. Também assinalou o maior aumento desde que o seu bloqueio foi aliviado a 21 de junho.
Neste caminho também está a Noruega que decidiu restabelecer um requisito de quarentena de 10 dias para quem chegue da Bélgica, já a partir deste sábado, após um aumento significativo de casos. Na semana passada, restabeleceu restrições às viagens da Espanha.
A Polónia relatou o seu maior aumento diário de casos de coronavírus desde o início da pandemia, com 615 novas infecções e mais 15 mortes. E os casos na República Checa ultrapassaram os 16 mil, com o recente aumento acentuado das infeções.
A Ásia também está a enfrentar aumentos acentuados nos casos. Austrália, Índia e Hong Kong registaram números recorde de casos diários nos últimos dias.
Os governos asiáticos orgulharam-se de conter rapidamente os surtos iniciais mas as crises deste mês mostraram o perigo que ainda persiste.
A Austrália registou um recorde de 13 mortes num dia, esta quinta-feira, e mais de 700 novas infeções, principalmente no segundo estado mais populoso de Victoria, onde todos os moradores foram obrigados a usar máscaras.
Em Hong Kong, onde foram registados 149 novos casos hoje, as autoridades disseram que o centro financeiro global está a passar por um período crítico, enquanto tenta conter o surto.
No Japão, o governador de Tóquio pediu que restaurantes e bares fossem fechados para ajudar a conter o coronavírus, já que a capital japonesa registou um número recorde de novas infeções.
Nos EUA, o dia também ficou marcado pelo anúncio da morte com Covid-19 do ex-candidato presidencial republicano, Herman Cain. A Flórida relatou um aumento recorde de mortes por Covid-19 pelo terceiro dia consecutivo, com 252 mortes nas últimas 24 horas, de acordo com o departamento de saúde do estado. O Arizona também relatou um aumento recorde com 172 fatalidades, elevando o número de mortes desse estado para 3.626.
No Brasil, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o ministro da ciência e tecnologia, Marcos Pontes, deram positivo pouco mais de três semanas depois de o presidente Jair Bolsonaro anunciar que tinha contraído o vírus.
Na Líbia, o governo internacionalmente reconhecido em Trípoli disse que vai impor um bloqueio total em algumas áreas do país, após um aumento acentuado de casos.










