Enquanto a tecnologia e a indústria farmacêutica concentram as atenções, três bilionários da mineração estão discretamente a fazer crescer as suas fortunas com um investimento diferente, mais antigo.
Mohammed Al Amoudi, da Arábia Saudita, e os russos Alexander Nesis e Suleiman Kerimov têm a maior exposição ao ouro entre as pessoas mais ricas do mundo, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg, o que fez com que tenham ficado 2,8 mil milhões de dólares mais ricos este ano.
Com a pandemia a devastar as economias e os bancos centrais, e os governos, a impulsionar medidas de estímulo, o ouro emergiu, mais uma vez, como rei dos investimentos. Os investidores voltaram a apostar no metal precioso numa procura que já elevou o seu preço para um valor recorde, atingido esta semana.
O Goldman Sachs, o Citigroup e o Bank of America Corp., entre outros, citados pela ‘Bloomberg’, defendem que este ‘rally’ do metal pode ir ainda mais longe, à medida que as taxas de juros caem e arrastam o dólar.
Kerimov, cuja família controla cerca de 77% da Polyus PJSC, a maior mineradora de ouro da Rússia, vale agora 6,6 mil milhões de dólares, segundo o índice Bloomberg. A Polyus Gold é controlada pelo filho de Suleiman Kerimov, Said.
A fortuna da Nesis, cujo grupo possui uma participação de 27% na Polymetal International, aumentou para 3,7 mil milhões, enquanto a de Al Amoudi da Midroc Gold Mine é hoje de 9,2 mil milhões de dólares.
O bilionário egípcio Naguib Sawiris disse, em março passado, que estava a aumentar a sua exposição ao metal precioso, e desde então já detém 1,1 mil milhões em ações de mineração de ouro.



