A vacina experimental contra o novo coronavírus da Johnson & Johnson (J&J) conseguiu imunizar um grupo de macacos com uma única injeção no estudo inicial que tem em curso, o que levou a farmacêutica americana a iniciar testes em seres humanos.
Todos os animais expostos ao patogénio causador da pandemia, seis semanas após a injeção, mostraram estar imunes, exceto um que, por razões que não foram detalahadas, mostrou baixos níveis do vírus, de acordo com um estudo publicado na revista médica ‘Nature’, citada pela ‘Bloomberg’.
A gigante do setor da Saúde iniciou os testes em humanos a 22 de julho na Bélgica e nos EUA no início desta semana.
Os dados “mostram que a nossa candidata à vacina SARS-CoV-2 gerou uma forte resposta de anticorpos e forneceu proteção com uma dose única”, afirmou Paul Stoffels, diretor científico da farmacêutica, em comunicado.
“As descobertas dão-nos confiança à medida que progredimos no desenvolvimento de vacinas e fabrico de alto nível”.
A J&J deu ainda nota de que pretende embarcar na última fase dos testes em setembro, comprimindo a ‘time line’ tradicional, enquanto concorre contra outras gigantes da área como a GlaxoSmithKline e a AstraZenecac na tentativa de acabar com a pandemia.
Embora outros tenham sido mais rápidos no desenvolvimento, como a Astra que já está a administrar a sua candidata a quase 10 mil pessoas apenas no Reino Unido, o feito de obter proteção com uma dose única pode ser uma vantagem no desafio logístico de implementar programas de vacinação em massa em todo o mundo.
A J&J, que recebeu um prémio de 456 milhões de dólares da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado, já entrou em discussões com os EUA, com a União Europeia e com os governos de todo o mundo sobre o fornecimento da sua vacina, caso seja bem-sucedida.
A empresa ainda não determinou um preço, embora o seu Conselho de Administração já tenha dado a entender que será disponibilizada sem fins lucrativos, enquanto durar a pandemia.
A tecnologia da farmacêutica de New Brunswick, Nova Jersey, é baseada no adenovírus humano, um tipo de vírus da constipação comum. É uma abordagem mais conhecida pelo seu numa vacina contra o Ébola.



