Trabalhadores remotos de empresas de energia são o mais recente alvo dos piratas informáticos. A Bloomberg avança que esta é uma nova prática recorrente nos Estados Unidos da América, onde hackers tentam infiltrar-se nos servidores responsáveis por manter as luzes ligadas.
Segundo a agência noticiosa, os hackers recorrem a emails de phishing para obter acesso aos computadores dos profissionais em teletrabalho em busca, em alguns casos, de um resgate financeiro. Noutros, ambicionam ir mais além: «O sistema eléctrico é absolutamente demasiado importante para deixar adversários entrar. É uma questão de segurança pública bem como de segurança nacional», garante Rob Lee, CEO da empresa de segurança industrial Dragos.
Um ataque à rede eléctrica de um país pode representar um leque vasto de problemas, para diferentes sectores. A Bloomberg indica que ainda não existem falhas de energia atribuídas a piratas informáticos, mas que as empresas estão já a reforçar as precauções de modo a evitar apagões ou danos a equipamentos.
A Nozomi Networks estima que os ataques às redes eléctricas aumentaram 35% desde que os norte-americanos estão em quarentena. Este número estará relacionado especificamente com a quantidade de trabalhadores do sector energético em casa: um exemplo dado por Andrea Carcano, co-fundadora da Nozomi, dá conta de uma empresa que passou de 9% para 80% da força laboral em teletrabalho desde o início da pandemia.



