Cientistas da Univesidade Charité, de Berlim, acreditam que os anticorpos gerados graças à gripe comum poderão ajudar a proteger a população do novo coronavírus. Segundo um estudo publicado na revista Nature, registaram-se linfócitos capazes de combater o vírus em 35% dos pacientes saudáveis que participaram na análise. Estas pessoas não tiveram COVID-19 mas já foram atingidas pela gripe.
O estudo, citado pelo jornal El Mundo, indica que mais de um terço das pessoas não infectadas teria os chamados linfócitos T – células que conseguem activar uma resposta imunológica contra a SARS-CoV-2, que provoca a doença COVID-19.
“Detectámos linfócitos T CD4+ contra a SARS-CoV-2 em 83% dos pacientes com COVID-19, mas também em 35% dos saudáveis”, lê-se no relatório. Os resultados deste estudo ainda precisam de ser confirmados por novas investigações, mas apresentam sinais positivos.
Embora os linfócitos T CD4+ não consigam pôr fim às células infectadas, são essenciais para que o organismo responda ao vírus. São eles que permitem que outras células do sistema imunitário acordem e reajam através da chamada “memória imunológica” contra infecções semelhantes.













