Líderes independentistas da Catalunha perdem privilégios nas prisões

O Tribunal suspendeu a libertação, durante o dia, de cinco homens condenados por envolvimento no processo de tentativa de separação da Catalunha de Espanha.

Sónia Bexiga

Um tribunal da Catalunha suspendeu os privilégios de libertação, durante o dia, de cinco dos líderes pró-independência presos o ano passado devido ao seu envolvimento na tentativa fracassada e unilateral de se separar da Espanha em 2017.

A decisão, sob pressão dos pedidos apresentados pelos promotores públicos, foi criticada pelo presidente da região da Catalunha, Quim Torra, considerando que vem provar a falta de vontade do governo espanhol em entrar em negociações de boa fé sobre a independência regional”, noticia o ‘The Guardian’.

As detenções seguiram-se aos distúrbios nesta região em outubro passado, resultando na condenação de nove líderes da independência regional – incluindo o ex-vice-presidente catalão Oriol Junqueras – por crimes como insurreição, uso indevido de fundos públicos e desobediência.

Junqueras foi condenado a 13 anos de prisão, enquanto o ex-ministro das Relações Exteriores da Catalunha Raül Romeva foi condenado a 12 anos e o ex-ministro do Interior Joaquim Forn recebeu uma sentença de 10 anos e meio. Os dois ativistas influentes, Jordi Cuixart e Jordi Sànchez, foram condenados a nove anos de prisão.

No início deste mês, os cinco prisioneiros receberam um ‘status’ de terceiro grau, o que significa que seriam libertados durante o dia e só teriam que dormir na prisão de segunda a quinta-feira de cada semana.

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Mas esta terça-feira, um juiz ordenou a suspensão desta sua “semi-liberdade” depois de os promotores argumentarem que as autoridades penais e o governo catalão haviam concedido o ‘status’ “não no interesse da reabilitação, mas exclusivamente para alterar a decisão de sentença do supremo tribunal e a sua aplicação efetiva”.

Os promotores também apontaram que nem Junqueras nem Romeva cumpriram um quarto de suas sentenças – incluindo o tempo em prisão preventiva – que é um dos requisitos para a concessão deste ‘status’.

Os advogados dos cinco detidos tiveram três dias para recorrer da suspensão.

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