A Moderna pretende fixar o preço da sua vacina contra o novo coronavírus, batizada de “mRNA-1273”, entre os 50 e os 60 dólares (42 a 51 euros) por um lote de duas doses, pelo menos 10 dólares acima do preço estimado para a vacina da Pfizer e da BioNTech, avança o ‘Financial Times’.
Este preço compara com os 39 dólares, também para duas doses, acordados pela Pfizer e a parceira alemã BioNTech com o governo dos EUA. Segundo alguns analistas do setor, citados pela ‘Reuters’, era expectável que o acordo de 2 mil milhões de dólares da Pfizer e da BioNTech para cobrir 50 milhões de pacientes, viesse pressionar os outros fabricantes a estabelecer preços semelhantes.
Segundo um porta-voz da Moderna, citado pela ‘Reuters’, a empresa está ainda em negociações com os governos interessados no fornecimento da vacina, mas não forneceu detalhes sobre o preço “dada a natureza confidencial das discussões e contratos”.
A Pfizer, a Moderna e a Merck & Co já tinham esclarecido as suas posições nesta matéria, anunciando que pretendem lucrar com as suas vacinas, distanciando-se assim de outras farmacêuticas, como a Johnson & Johnson, que anunciaram que os seus planos são sem fins lucrativos.
A AstraZeneca acordou em fornecer aos Estados Unidos 300 milhões de doses da sua vacina por 1,2 mil milhões de dólares, em financiamento antecipado, o que representa cerca de 4 dólares por dose.
O governo dos EUA avançou à Moderna perto de mil milhões de dólares em financiamento para apoiar a sua investigação e o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. Este financiamento faz parte da “Operação Warp Speed”, uma iniciativa do governo Trump para acelerar a produção de uma inoculação.



