Em junho de 2020, os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras apresentaram uma taxa de variação anual (tva) de 5,6%, mais 0,8 pontos percentuais (pp) do que o observado no mês anterior, segundo dados do Banco de Portugal, divulgados esta segunda-feira.
O total de crédito a empresas atingiu os 70.871 milhões de euros no final de junho, o valor mais elevado desde setembro de 2018.
Esta taxa atingiu o valor mais alto desde maio de 2009. Para esta subida contribuíram os empréstimos concedidos às microempresas e às pequenas empresas, cujas tva aumentaram, respetivamente, 1,7 pp e 1,8 pp, para 10,6% e 8,9%.
Em sentido contrário, os empréstimos a particulares estão a registar uma desaceleração.
A carteira total de crédito à habitação fixou-se em 93.447 milhões de euros em junho deste ano, o que representa uma variação anual de 1,5% (abaixo da taxa de 1,6% registada em maio). Ainda assim, o crédito à habitação mantém-se no nível mais elevado desde setembro de 2017.
Já o crédito ao consumo totalizou 19.043 milhões de euros em junho, um crescimento de 4,2% (em maio, a taxa de variação anual tinha sido de 4,8%).
O regulador informa ainda que os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 157,5 mil milhões de euros no final de junho. A tva foi de 6,2%, valor 0,5 pp acima do registado em maio.




