Face à ausência de resposta da diretora da Direção Geral da Saúde (DGS) aos pedidos da Fenprof para a realização de uma reunião para esclarecer as condições de segurança sanitária a serem cumpridas no início do próximo ano letivo, uma delegação de dirigentes da federação, como havia prometido, deslocou-se esta tarde às instalações da DGS, na esperança de ser recebida. Mas tal não aconteceu.
Ainda assim, obteve a informação, através do secretariado da direção, que a reunião vai realizar-se na próxima semana, num dia ainda confirmar mas será entre os dias 28 e 30 de julho.
Aos jornalistas, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, ressalvando que a prioridade e urgência desta reunião se prende com a necessidade de validar orientações para que as escolas não tenham depois de lidar com o que não foi revisto, afirmou que “o que nós queremos não é pensar o que fazer a seguir, é que isto seja resolvido”.
Tal como a Executive Digest noticiou, sem resposta e naquela que foi já a terceira data proposta, a Federação Nacional dos Professores disponibilizou-se para reunir com a DGS esta sexta-feira, pelas 15 horas.
“Passaram duas semanas sobre o primeiro pedido de reunião apresentado e o tempo começa a escassear para uma alteração significativa das condições que o Ministério da Educação fez chegar às escolas”, frisava federação.
No topo da lista de temas a abordar permanecem as condições de segurança sanitária previstas para a abertura do ano letivo 2020/21, as quais, sublinha a federação, “estão a ser encaradas com muita preocupação pelos professores, incluindo os responsáveis pela organização e funcionamento das escolas”.
E de entre as condições que mais preocupam este setor estão as questões do distanciamento de um metro e, apenas, se for possível, a não utilização de máscaras no 1.º ciclo, ou ainda a falta de garantia de resguardo dos docentes de grupo de risco e a carência de pessoal auxiliar para garantir condições permanentes e adequadas de higienização.
<A estes receios acresce a não realização de qualquer rastreio prévio à Covid-19 junto da comunidade escolar.
“Face a esta situação de, pelo menos, aparente insuficiência de condições de segurança sanitária para a concretização, com riscos diminutos, do regresso ao ensino presencial”, explica a Fenprof solicitou primeiramente a 10 de julho, e depois a 17 de julho, uma reunião à diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, com o objetivo de saber se a DGS valida as condições estabelecidas pelo Ministério da Educação.
A federação lembra que “as salas de aula são espaços fechados, partilhados por crianças ou jovens e adultos (estes, em muitos casos, já de grupos etários mais elevados) e que nas salas e com as indicações dadas até agora pelo ministério torna-se praticamente impossível, em especial nos primeiros anos de escolaridade e na educação pré-escolar, manter distanciamentos que têm sido geralmente recomendados pelas autoridades de saúde”.
Ainda a propósito das condições de abertura do próximo ano letivo, a Fenprof dá nota de que também solicitou reuniões aos grupos parlamentares, a associações de dirigentes escolares, pais e encarregados de educação, bem como organizações sindicais representativas dos trabalhadores não docentes das escolas, tendo, ainda, solicitado um parecer a especialistas clínicos.













